Carta abertaao presidente em substituição da câmara municipal do Barreiro

Por Jornal Rostos
Sinto me na obrigação ,tendo estado eu também nessa reunião pública, de manifestar que Portugal não é um estado racista, a constituição portuguesa não distingue qualquer individuo e defende a sua igualdade, diferente é dizer que não existe racismo em Portugal nem episódios que apontam para a existência de motivações racistas xenófobas e preconceituosas .
O racismo compromete a paz, a segurança, a justiça e o progresso social.
É uma violação dos Direitos do Humanos que dilacera indivíduos e destrói o tecido social, alimentando se da ignorância e do preconceito.
Para que o combate ao racismo e à xenofobia não seja apenas um conjunto de palavras vãs , que ficam apenas bem no discurso, mas que seja consequente, não pode ignorar as discriminações e segregações sociais e as suas raízes, a exclusão e a marginalização existentes .
É fundamental medidas mais concretas e atuantes na defesa da diversidade cultural e na promoção de direitos sociais e laborais que facilitem a integração na sociedade portuguesa de todos os imigrantes.
Ignorar a realidade espelhada no dia a dia de muitos indivíduos , apenas pela cor da sua pele independentemente da sua nacionalidade, é fomentar esse problema e ignorar no tratamento das questões de fundo e nas mais simples que o problema é real.
O próprio estado português e diversos estudos internacionais reconhecem que o problema existe na sociedade portuguesa, o que levou o estado em 2021 a criar o plano nacional de combate ao racismo e discriminação.
Optar no discurso politico de muitos democratas, quando confrontados por testemunhos concretos, em esconder a realidade, dourando a pílula camuflando a realidade do dia a dia e das instituições com o que a lei fundamental tem escrito, é em nada contribuir para a erradicação do problema mas sim muitas vezes branquear que o problema existe e até mesmo involuntariamente promove lo.
Humberto Faísca
Barreirense














