Saltar para o conteúdo
Quotidianos

O 1º MAIO, O PASSADO E O FUTUROPor Luís Tavares Bravo
Barreiro

Escrevo hoje em memória das lutas do passado dos trabalhadores, mas também, e sobretudo, pela reflexão necessária para os desafios do futuro de todos os portugueses e Barreirenses que lutam e anseiam por melhores condições de vida, e sobretudo de progressão pelo mérito e redução das desigualdades.

3 min de leitura
O 1º MAIO, O PASSADO E O FUTURO Por Luís Tavares Bravo Barreiro

Por Jornal Rostos

Uma primeira mensagem que partilho, é a de que seja possível trabalharmos enquanto sociedade para:

i) Criar políticas públicas que permitam a criação de mais oportunidades para os jovens que não conseguem encontrar estabilidade no País l, apesar das promessas dos que prometem sonhos, mas que promovem cultura incompatível com o mérito, e entregam uma mão cheia de nada,

ii) Ajudar na requalificação profissional das gerações “sanduíche” dos 45-55 anos que lutam contra a automação e estagnação profissional , ao mesmo tempo que seguram responsabilidades dos filhos estudantes e pais idosos,

e iii) Melhorar as condições das mulheres e comunidades que suportam injustas desigualdades salariais para o mesmo trabalho, num país onde tanto se apregoa a inclusão.

Numa segunda nota desejo que tenhamos melhores sindicatos, que sejam condutores de melhor relação e não apenas de protesto, construtores de pontes com o capital que paga salários mais justos do que os trabalhadores dizem - devem juntar-se e exigir que o Estado Português - que tributa hoje em dia quase 40% dos rendimentos do trabalho dos portugueses - reduza os impostos ligados aos salários que são pagos pelas empresas e pelos trabalhadores. Que estes sindicatos sejam exigentes na formação e na participação dos lucros das empresas. Que sejam duros na igualdade de tratamento entre homens e mulheres , e não sejam discriminatórios com colegas provenientes de outros países.

Por fim, desejo e anseio politicamente por um novo contrato social entre Estado e cidadãos onde o elevador social seja real , onde a liberdade e empreendorismo não seja uma propaganda. Um país que crie valor e não se ambicione maior salário mínimo, mas sim se criem condições para ambição máxima. Precisamos muito de nós reconciliarmos enquanto povo, e para isso é importante reconstruir esperança para que um futuro melhor, e as legítimas ambições de cada um de nós se possam cumprir - com critério claros de mérito e desenvolvimento social individual.

Estas são as reflexões que partilho relativas ao 1º de Maio, com saudação calorosa especial aos trabalhadores que o utilizaram para ter mais um dia de salário para enfrentar tempos que são difíceis, ao mesmo tempo que entregam valor humano e económico a Portugal.

Bem hajam.

Luís Tavares Bravo
Presidente
PSD Barreiro

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção