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Quotidianos

Um Sogro do PiorPor Jaime Gonçalves
Barreiro

Conhecer os pais de uma namorada ou namorado, convenhamos, está entre as vivências mais stressantes a que uma pessoa está sujeita, mas para os professores é muito pior do que se pensa.

3 min de leitura
Um Sogro do Pior Por Jaime Gonçalves Barreiro

Por Jornal Rostos

Começa logo pelo facto do sogro (João Costa) ser uma pessoa em quem não podem confiar, sendo desejável o transporte diário de um polígrafo para tentarem detetar as pseudoverdades do seu dedicado “familiar imposto”.
Ao longo destes meses, tenho verificado que os futuros genros/ noras têm tido uma enorme paciência e a capacidade de lutar contra ações com alguma dose de trapalhice e mentiras que surgem em catadupa. As suas desconfianças face às “verdadeiras” intenções do seu sogro são cada vez maiores.

Quando, no longínquo ano de 2000, tive o privilégio de ver o filme “Um Sogro do Pior “com Ben Stiller e Robert De Niro, longe estava eu de imaginar que 23 anos depois iria fazer esta, mais que justa, analogia.
Nos meus dois artigos anteriores tenho demonstrado e desmascarado as mentiras do governo sobre todo o processo de municipalização e os concursos de professores. Efetivamente, todos têm, com o casamento da sua vida – o ensino e a Escola Publica –, um Sogro do Pior.

Não, não podiam ter pior do que João Costa, pois é aquele típico sogro que apenas sabe dizer mal, que é invejoso, mentiroso, intriguista, calunioso e aquele que nunca teve uma palavra de carinho e conforto para os “seus familiares” mais próximos.
Desde que tomou posse há um ano e meio, o antigo Secretário de Estado da Educação tornou-se o pior e mais odiado ministro de Educação do Pós 25 de Abril. Ainda há poucos dias, num evento que deveria ser de orgulho e celebração pela dedicação e envolvência dos profissionais da escola pública, na Final do Concurso do Plano Nacional de Leitura, condenou e acusou os professores de colocarem em causa essa mesma entidade pelas greves às avaliações e aos Exames Nacionais. Pelas suas palavras, o futuro dos alunos estaria comprometido, como se já não houvesse instruções para a fixação de serviços mínimos e para que todos os professores que tinham intenção de fazer greve entregassem as avaliações finais aos Conselhos de Turma, permitindo que as reuniões se realizassem, sem haver qualquer impacto com a greve, ou seja, retirando toda a dignidade à profissão e ao professor.
Cada vez mais estou convicto de que tudo o que vem deste governo “não é bom vento nem bom casamento”.

Jaime Gonçalves

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