Um Sogro do PiorPor Jaime Gonçalves
Barreiro

Por Jornal Rostos
Começa logo pelo facto do sogro (João Costa) ser uma pessoa em quem não podem confiar, sendo desejável o transporte diário de um polígrafo para tentarem detetar as pseudoverdades do seu dedicado “familiar imposto”.
Ao longo destes meses, tenho verificado que os futuros genros/ noras têm tido uma enorme paciência e a capacidade de lutar contra ações com alguma dose de trapalhice e mentiras que surgem em catadupa. As suas desconfianças face às “verdadeiras” intenções do seu sogro são cada vez maiores.
Quando, no longínquo ano de 2000, tive o privilégio de ver o filme “Um Sogro do Pior “com Ben Stiller e Robert De Niro, longe estava eu de imaginar que 23 anos depois iria fazer esta, mais que justa, analogia.
Nos meus dois artigos anteriores tenho demonstrado e desmascarado as mentiras do governo sobre todo o processo de municipalização e os concursos de professores. Efetivamente, todos têm, com o casamento da sua vida – o ensino e a Escola Publica –, um Sogro do Pior.
Não, não podiam ter pior do que João Costa, pois é aquele típico sogro que apenas sabe dizer mal, que é invejoso, mentiroso, intriguista, calunioso e aquele que nunca teve uma palavra de carinho e conforto para os “seus familiares” mais próximos.
Desde que tomou posse há um ano e meio, o antigo Secretário de Estado da Educação tornou-se o pior e mais odiado ministro de Educação do Pós 25 de Abril. Ainda há poucos dias, num evento que deveria ser de orgulho e celebração pela dedicação e envolvência dos profissionais da escola pública, na Final do Concurso do Plano Nacional de Leitura, condenou e acusou os professores de colocarem em causa essa mesma entidade pelas greves às avaliações e aos Exames Nacionais. Pelas suas palavras, o futuro dos alunos estaria comprometido, como se já não houvesse instruções para a fixação de serviços mínimos e para que todos os professores que tinham intenção de fazer greve entregassem as avaliações finais aos Conselhos de Turma, permitindo que as reuniões se realizassem, sem haver qualquer impacto com a greve, ou seja, retirando toda a dignidade à profissão e ao professor.
Cada vez mais estou convicto de que tudo o que vem deste governo “não é bom vento nem bom casamento”.
Jaime Gonçalves














