Os Reis Midas do Barreiro.Por José Luís Ferreira
Barreiro

Por Jornal Rostos
Vamos ver porquê:
A lei fundamental do País, consagra como princípio fundamental da organização económica, a subordinação do poder económico ao poder político.
E a nosso ver este principio tem toda a razão de ser, desde logo porque o seu propósito é também garantir a defesa do interesse público nas decisões políticas.
Ora, todos sabemos que esta intenção da CMB foi motivada ou despoletada, não pelo interesse público, mas pelo interesse de privados.
Uma situação, aliás, a lembrar a posição que o executivo PS assumiu quando se pronunciou sobre a localização do novo aeroporto no Montijo.
Podia ser em qualquer lado, desde que viessem uns rebuçados.
Se a vontade do Executivo tivesse vingado, Portugal seria o único país no mundo com um aeroporto cuja escolha da localização pertenceria a uma multinacional, no caso a Vinci.
Podia até ser um bom slogan para turista engolir, “visite o país onde as multinacionais até escolhem o sítio onde querem os aeroportos”.
Mas não foi só nestas matérias que o interesse público ficou para trás, ficando até a ideia que o executivo PS tem aversão a tudo o que é público.
De facto, depois da pretensão de passar a Braamcamp para os privados e aí construir uma roda gigante, e pasme-se, uma praia artificial, ao lado de uma praia natural, que muito provavelmente teria o desfecho de outras praias artificiais, como sucedeu em Mangualde, onde apenas a Camara mergulhou, e mergulhou em graves problemas;
Depois da privatização da recolha de resíduos sólidos, que aliás o executivo não assume, dizendo que não privatizou o serviço;
Depois de ter cedido, por uns míseros 5 mil € anuais, o direito de superfície de terrenos públicos, ao Grupo CUF para a implementação de um serviço privado de saúde;
Depois de ter concessionado a Muleta a privados;
E depois de entregar o terreno junto à escola da Quinta da Lomba, a privados, comprometendo desta forma as possibilidades de desenvolvimento futuro desse estabelecimento de ensino, uma vez que esse terreno, público, estava destinado para um equipamento público;
Depois de tudo isto, está, parece-nos, justificado o título.
Na mitologia Grega, o rei da Frígia, mais conhecido por Rei Midas, transformava em ouro tudo o que tocava;
O executivo PS, em tudo o que toca, privatiza.
É o rei Midas do Barreiro.
Sucede que tal como a ganância acabou por dar cabo do Midas, também o PS, por este andar, acabará por dar cabo do Barreiro.
José Luís Ferreira
Deputado Municipal da CDU














