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Quotidianos

A PENISULA DE SETÚBAL SAIU À RUA, PORTUGAL TAMBÉM.Por Humberto Faisca
Barreiro

Centenas de pessoas saíram à rua no Barreiro unidos por uma causa comum, justa e constitucional, saíram da sua rotina do dia a dia e numa manhã de sábado gritaram bem alto o seu direito a uma habitação digna e acessível.
Estava lá e senti a união e o sentimento dos que lá estavam, era genuína a reivindicação, foram honestos os testemunhos, num desfile onde jovens estudantes, trabalhadores, desempregados, reformados deram as mãos e gritaram bem alto, HABITAÇÃO PARA TODOS.

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A PENISULA DE SETÚBAL SAIU À RUA, PORTUGAL TAMBÉM. Por Humberto Faisca Barreiro

Por Jornal Rostos

E assim foi por todo o pais, 24 cidades gritaram bem alto, só não ouve quem não quer ouvir, só não se interroga que julga ter as certezas ou que apenas fala fala, mas no fundo defende acerrimamente o direito maior da propriedade e como tal legisla para os grandes proprietários e fundos imobiliários.

O problema da habitação desde à muito ignorada por aqueles que nos têm governado, era fundamentalmente problema dos mais pobres e excluídos e por isso tratado como se costuma tratar, neste contexto liberal em que o direito da propriedade está acima de qualquer outro, como um problema dos outros, dava se uma “ajudinha”, fazia se um bairro social longe da vista de quem não quer ver e justificava se o problema como um erro de casting , um problema causado pelos próprios.
Hoje a pauta é outra e o problema toca a todos fruto de politicas desastrosas que tudo fizeram para aumentar o lucro de poucos.
O governo atira com o + habitação que nada resolve, passa o problema para as autarquias que o recebem mesmo sabendo que o envelope financeiro jamais irá chegar.

Quer chegue quer não, as estratégias locais de habitação são a visão redutora de um executivo com um mandato de 4 anos, com uma visão curta e não abrangente do todo, do território nacional.
Veja se o caso do Barreiro, aposta se no arrendamento acessível, esquecendo totalmente o corporativo, o apoiado, é a visão curta e errada de quem deseja mudar um território sem ir ao problema real da habitação.
Digam me se souberem como é que o arrendamento acessível, anexado ao mercado, resolve as carências habitacionais da quinta da amoreira, do bairro das palmeiras e muitos outros.

Como é que se resolve o problema habitacional com rendas acessíveis de 700 euros, para uma família, sem aumentar significativamente os salários, sem fixar certos preços e sem se colocar a banca a subsidiar.
No governo de Passos autorizou se a cobrança de comissões por tudo e por nada, diziam…os juros estão muito baixos e temos de ajudar a banca.
Foram os portugueses todos chamados a salvar a banca.
Hoje num governo dito socialista com os juros altíssimos nem no raio das comissões se atrevem a mexer, quanto mais nos 11 milhões de euros lucro ao dia.
Quem perde ou está em risco de perder a habitação, já perdeu quase tudo, já não vai ao cinema, ao teatro, não vai de ferias nem jantar fora, sobra lhe o porto de abrigo e até esse está a fugir.
Divorciados a viver no mesmo teto, pais a viverem com os filhos casados, malta a viver na garagem para alugar o piso de cima, trabalhadores a dividirem quartos e a viverem em tendas e o nosso ministro das finanças vai à europa e diz que sim a tudo,yes man yes man yes man, segundo aquela senhora que manda no banco europeu.
E ainda existe quem diga que a luta não é necessária que não é o caminho….porra é o único caminho contra estas politicas que apenas visam o aumento da qualidade de vida de poucos à custa do sofrimento dos de sempre e agora também daqueles que se julgavam classe média.
Um dia vi este povo a lutar, sábado voltei a acreditar, não se deixem adormecer por favor.

Humberto Faisca
Barreirense

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