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Quotidianos

SIM, SIM SENHOR MINISTROPor Humberto Faísca
Barreiro

O poder local democrático saído da revolução de Abril assenta fundamentalmente na defesa das populações perante o Estado, fazendo-lhe chegar os seus problemas e reivindicações, é com as populações o seu fundamental compromisso.

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SIM, SIM SENHOR MINISTRO Por Humberto Faísca Barreiro

Por Jornal Rostos

Durante décadas esse sempre foi um desígnio de quem democraticamente foi eleito no Barreiro, foi sempre através da constante reivindicação que muitas conquistas foram entregues pelo poder central, foi sempre através da reivindicação lado a lado com a população que se foi conquistando investimentos estruturantes que a administração central teimava em não fazer, foi assim com os centros de saúde, escolas, hospital e até com o ic21
Barreiro, terra historicamente marcada pela luta, vê hoje a sua população e os seus trabalhadores ,sozinhos na reivindicação, o actual PS na autarquia é neste momento não um defensor das suas gentes, mas sim um acérrimo defensor de quem nos desgoverna centralmente.

Durante anos lá ia aparecendo a narrativa que era importante a cor da autarquia ser igual à cor do governo, era assim que os investimentos estruturantes iam aparecer… até houve quem afirmasse ter o numero de quem pagava...era o inicio da fantasia...agora é que era.
Passados 6 anos, de investimento estruturante nada, mas pior que investimento nulo é desinvestimento que tira, que acaba com o que dificilmente e com muita luta se tinha conquistado, exemplos disso não faltam infelizmente, é só olhar para a saúde e para o hospital do Barreiro, é olhar a habitação a 7educação a luta por direitos etc...
Façamos o exercício de ver quantos anos teríamos de andar para trás para encontrar as urgências pediatras e a maternidade no estado em que estão hoje, 38 anos no mínimo que é o tempo do nosso hospital.
Da parte do executivo autárquico nem uma palavra publica, alias a única vez que publicamente se manifestou foi para concordar com o encerramento faseado ao fim de semana, está ai o resultado de se ter aberto a porta ao encerramento faseado, mais dias fechado que em funcionamento.
Longe vão os dias em que o bebé do ano nascia no hospital ou que não era preciso ter de ir a Setúbal para ter uma consulta de urgência.
Nas diversas vigílias e contestações nunca estiveram ao lado da população desvalorizando sempre que podem essa luta, mas entregando todo o seu empenho e terrenos públicos para a vinda de uma clínica privada do negocio da doença.
Veja se os inúmeros exemplos de presidentes de camara a promoverem eles próprios a luta pelos direitos das suas populações, o ultimo exemplo de Setúbal, Palmela,Sesimbra são completamente contrários ao que infelizmente por cá se passa.
Mais uma vez o lado escolhido não foi o lado dos barreirenses.
Na defesa dos seus trabalhadores a opção é a mesma, os trabalhadores saem para a luta de direitos mas ao contrario do que seria esperado, a autarquia em vez de patrocinar essa luta até a dificulta.
Será que concordam que os seus trabalhadores têm ordenados dignos, que não é justo lutarem pela reposição das carreiras, acredito que concordem com a posição dos trabalhadores, mas é mais importante para o executivo defender o governo central e o PS.
Facilitar a luta dos trabalhadores era o mínimo exigido, defender os direitos de quem empobrece a trabalhar .
A opção é clara para este executivo, proteger o seu partido e o seu governo.

Mas a coisa continua e na habitação é mais do mesmo, coincidência ou não nestes 6 anos o preço da habitação no Barreiro disparou, foi o concelho da área metropolitana que mais subiu o custo com a habitação.
Facilitando a vinda de habitação especulativa, mais uma vez patrocinando casas que não são para os barreirenses.
Mas o executivo afirma ser uma politica excelente para os barreirenses…
Quais barreirenses?
Aqueles que não sabem mais como pagar a prestação, aqueles que têm de dividir a moradia com outros barreirenses ou aqueles que acabam em situação de sem abrigo?
Para estes últimos, nem uma palavra nem sequer um tecto provisório para o inverno que se aproxima.

Mas nos investimentos estruturantes é o mesmo, voltando ao tipo que tem o telefone do tipo que paga, de que serviu esse facto para o Barreiro, quando ainda esta semana a maioria PS voltou a chumbar a terceira travessia do Tejo Barreiro/Chelas, a construção do metro de superfície e a ponte Barreiro / Seixal entre outros.
Exigia se deste executivo uma posição publica, forte e consolidada contra esta votação, mas mais uma vez o silencio impera e mais gravoso fica quando até os deputados eleitos pelo Barreiro e pela península de Setúbal pelo PS fizeram o favor ao Barreiro de também votar contra.

Defender as populações passa muito pela reivindicação e exigência de todos este e outros equipamentos estruturantes, não esquecendo que no passado foi através da luta dos autarcas e das populações que eles vieram...quem cala consente quem não reivindica não defende os seus, que neste caso são os barreirenses não o governo PS.

Humberto Faísca

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