Ano Novo! Vida Nova?Por José Paulo Rodrigues
Barreiro

Por Jornal Rostos
Desejamos melhorar, mas quantas vezes o receio de romper com o passado nos impede de tomar decisões ousadas? Essa hesitação tem-nos iludido e mantido em circunstâncias insatisfatórias, limitando as nossas escolhas e restringindo os nossos horizontes, impedindo-nos de desfrutar plenamente dos nossos direitos naturais.
Não veremos mudanças significativas se continuarmos a fazer as mesmas coisas e a tomar as mesmas decisões. Compreender que a mudança coletiva começa a nível individual nem sempre é algo assimilado por todos.
Mas, porque se inicia um novo ano, é tempo de dar vida a esperança. É tempo de aspirarmos a ser livres nas nossas escolhas. De podermos optar pelo que é melhor para nós e para os nossos filhos, de escolhermos o serviço de saúde que quisermos, de frequentar as escolas que melhores serviços nos prestam, de pagar impostos justos e ter acesso a uma habitação digna.
Muitos vendedores de promessas e de sonhos têm chegado às nossas vidas e tantas vezes manietaram a nossa esperança em benefício do seu próprio interesse. A todo o custo, tentam ocultar a vulgaridade do seu desempenho e a fragilidade da sua competência.
O nosso desejo a ter melhor qualidade de vida, não é harmonizável com a manutenção das escolhas que nos mantêm no beco dos baixos salários, dos maus serviços públicos, das instáveis condições de ensino, do fraco acesso à habitação e níveis de corrupção crescentes.
É compreensível que as dificuldades enfrentadas pelas famílias possam levar à tentação de escolhas extremistas. No entanto, estas opções radicais, embora inequivocamente expressem descontentamento, não oferecem alternativas consistentes, e facilitam a manutenção do poder nas mãos daqueles que desejamos afastar.
Recuso-me optar por aqueles que, insistentemente, nos anunciam boas notícias, mas que na verdade pouca diferença fazem na melhoria da nossa qualidade de vida;
Que afastam os nossos jovens dos centros das cidades;
Que não promovem um emprego qualificado para a geração mais qualificada;
Que tiram aos jovens a esperança de ter uma vida digna;
Que dão aos idosos o desconforto da proteção da saúde, na assistência e a incerteza da sustentabilidade da Segurança Social;
Que tiram aos mais desfavorecidos a esperança de terem uma vida melhor e transformar o seu destino;
Que cinicamente continuam a prometer o que antes anunciaram e nunca cumpriram.
Em cada dia que nasce inicia-se um novo ano. Todos os dias são oportunidades para renovarmos nossos sonhos e é através de nossas escolhas que damos vida às nossas aspirações. A certeza é que, se não mudarmos, nada mudará por nós.
Basearmos as nossas decisões nos princípios do Bom, do Belo, do Justo e do Verdadeiro, aproxima-nos de um processo de escolha sem radicalismos nem roturas, mas com ponderação, equilíbrio e tolerância. Fiéis a esses valores, fazemos escolhas que promovem bondade, harmonia, justiça e verdade.
Integrar esses princípios em nossas escolhas e ações, contribui para um caminho mais equilibrado, significativo e ético na busca por um propósito de vida e na interação com o mundo ao nosso redor.
Na vida coletiva, o Bom, o Belo, o Justo e o Verdadeiro moldam sociedades mais éticas e equitativas. Políticas que promovem a justiça social, a transparência, a verdade e o bem-estar geral são exemplos de como esses princípios podem influenciar positivamente. Ao cultivar um ambiente que valoriza esses arquétipos, as comunidades têm mais probabilidade de prosperar em conjunto, promovendo o bem comum e a coexistência harmoniosa.
Estamos no início de um Ano Novo. Estar no limiar de uma vida nova vai estar nas mãos de cada um de nós.
José Paulo Rodrigues














