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Quotidianos

NO CDS-PP, TAMBÉMNÃO COMEMOS CRIANCINHAS AO PEQUENO–ALMOÇO!!!...

por João Titta Maurício*

Tenho 36 anos e vivo há igual tempo na Baixa da Banheira, e não pude deixar de observar o seu incompreensível declínio e o seu espantoso crescimento.
Que, porém, foi desordenado e caótico.
Que nem sempre justo ou gerador de desenvolvimento e de riqueza.
Muito há a fazer!
Muito pode e deve ser feito!!
E já, que se faz tarde!!!
8 min de leitura

Por João Titta Maurício

A INSEGURANÇA (dos jardins públicos, em particular, e em todo o distrito, em geral) é uma realidade e um problema que merece do CDS-PP profunda preocupação! A criação de novos jardins públicos são, para as nossas terras, inquestionáveis bens estéticos. Construídos com o dinheiro daqueles que trabalham e pagam impostos, por isso, como se justifica que não sejam de todos e hajam sido “tomado de assalto” por vândalos e drogados?!? Defendo a construção de vedações em volta dos jardins públicos e com horário de funcionamento, a substancial melhoria do sistema de iluminação pública, mas também, sem “complexos de esquerda”, apoio a actuação das forças de segurança na protecção das vítimas e na perseguição dos criminosos e a promoção da melhoria das condições de trabalho das forças de segurança, não só na melhoria das instalações existentes, mas também através da construção de mais quartéis (ou postos).
E que dizer do AMBIENTE e do SANEAMENTO? É evidente que a CDU não previu (não quis ou não soube preparar) o crescimento habitacional. Como é possível que os dejectos públicos, sem tratamento adequado, continuem a ser despejados no Tejo?!? Para quando a proposta da construção de um colector de esgotos, estações de tratamento intermédias e um emissário, numa solução que integre todos os concelhos da margem norte do Distrito (de Alcochete a Almada – e, numa segunda fase, integrando também o resto dos concelhos da península de Setúbal). Deste modo, se poderia começar a melhorar a qualidade da água e da costa que Deus colocou ao nosso dispôr, e tornar agradável, disfrutável e lucrativa a sua exploração! De que servem os ”VERDES” se estes só o são nas palavras, porém cegos, surdos e mudos perante problemas concretos?!?
Com esta proposta não só se melhoraria a qualidade de vida, mas, igualmente, se poderia dar execução à dimensão DESENVOLVIMENTO. O Turismo deverá ser a indústria preferencial, uma aposta séria e profunda para o CRESCIMENTO e criação de novas, mais e melhores OPORTUNIDADES DE TRABALHO e de CRIAÇÃO DE RIQUEZA para o Povo desta nossa terra, para a qual as diferentes autarquias deverão acordar na sua exploração e desenvolvimento (nomeadamente na construção das necessárias infra-estruturas – saneamento, vias de acesso, rede de transportes públicos, patrocínio a actividades de promoção das diversas ofertas, criação de escolas de formação profissional, etc.). Mas também, a aposta na captação das novas indústrias (não poluentes, com maior potencial de criação de riqueza e melhor capacidade de criação de trabalho altamente especializado e remunerado), e, assim, finalmente inverter a migração diária da nossa terra em direcção a Lisboa – simplesmente porque alguns, em nome do “ideal sonhado mas inexistente” (ou, simplesmente, por inveja ou desejo de malfazer), quiseram tornar o nosso Distrito mais pobre. Só com desenvolvimento se melhorarão as acessibilidades e se proporcionará aos que trabalham e aos que querem trabalhar, empregos e ordenados mais justos. Ao pé de suas casas...
Em matéria de TRÂNSITO, de acordo com as mais modernas e seguras regras de urbanismo e trânsito, dever-se-ia promover a adequação do trânsito às necessidades modernas: ordenamento racional do trânsito, optimização e organização do estacionamento, melhoria das condições de segurança para os peões.
No URBANISMO, as autarquias deverão adoptar (porque deveria ser esse o modelo de seriação para a atribuição de verbas) critérios de qualidade na construção visando que as casas se coloquem ao serviço do interesse das famílias: casas com dimensões adequadas e a pensar nas famílias. E, para tanto, apoiar através de incentivos e prémios os construtores que assim o fizerem.
Na EDUCAÇÃO, dever-se-à aumentar a oferta no pré-escolar (não com os meio próprios da Câmara, mas através de estímulos à iniciativa privada), apoiar e promover o surgimento de mais estabelecimentos de Ensino Superior. E, para o subsistema de Ensino não Superior, criar um sistema gratuito de transporte para as escolas que garanta que os alunos (todos) entrarão às 8h 30m e só sairão às 18h 30m. Não só os pais estarão descansados com a melhoria da segurança e do bem-estar dos seus filhos, como a escola (em colaboração com a Autarquia na ocupação dos tempos não lectivos) poderá melhor responder às crescentes exigências que a ela faz a Sociedade e a melhoria das condições de trabalho dos professores. E mais fácil será o trabalho das forças de segurança na vigilância dos perímetros interior e exterior das escolas, possibilitando um verdadeiro e eficaz combate preventivo à droga.
Para dinamizar o ASSOCIATIVISMO e a CULTURA, propunha que se criassem, em todos os concelhos, Centros Cívicos Municipais que servissem não só para conferências, concertos e representações de teatro, mas onde também estariam as sedes das associações culturais, cívicas e políticas activas no concelho.
Nas POLÍTICAS SOCIAIS, aumentar o apoio aos idosos e a todos aqueles que, voluntariamente, trabalham em favor dos que carecem de ajuda no seu dia-a-dia.
Para aproximar os administrados dos SERVIÇOS AUTÁRQUICOS, a criação de Lojas Autárquicas do Cidadão (a que se deverão juntar os serviços da Administração Pública Central). Ainda nesta área, pretendemos instituir diferentes níveis remuneratórios e de progressão nas carreiras: ganharão mais e subirão mais depressa os que mais o merecerem. Para evitar “partidarites” (de que ninguém se pode afirmar absolutamente imune), a avaliação será feita pelos utentes. Assim ganham todos: os cidadãos porque beneficiarão de melhores serviços e os bons funcionários pois serão recompensados pela sua dedicação, esforço e competência.

Por inerência de funções, verifiquei (com tristeza) em quase todo o Distrito de Setúbal a presença de um preconceito ético: à Esquerda cola-se o conceito de Bem; à Direita o de Mal. E isso é errado pois Esquerda e Direita não passam de referências geográficos! Variam conforme a perspectiva e o ponto de análise do observador: para o CDS-PP, o PPD/PSD é um partido à esquerda; para o BE, o PCP é um partido à direita!
Não há uma inevitabilidade, nem uma fatalidade permanente que haja decidido que o nosso distrito está condenado a ser (des)governado à esquerda. O projecto CDU pode ter sido bom (não custa reconhecer que, em certa medida, o foi)! Mas, a Democracia só funciona se existir alternância (e só se esta fôr protagonizada por uma verdadeira ALTERNATIVA – e nesta equação sempre terão que estar presentes os candidatos e as propostas apresentadas pelo CDS-PP)!
Quer sejamos de Direita, quer sigamos ideologias de esquerda, se somos sérios e honestos, não custa reconhecer que os problemas que identificamos são comuns e a vontade de os resolver também; tão só divergimos, nas soluções, nos meios e nos caminhos! Não afirmo que à Direita assista um privilégio da bondade, nem que a Direita goza de uma superioridade ética face às Esquerdas: antes acredito que a Direita é, como solução, mais eficaz nos resultados e melhor adequada à natureza humana.
Claro que falo de uma Direita moderna e plural!
A Direita que não acredita no valor da transformação pela transformação, que nega que a transformação patrocinada ou assistida pelo aparelho de Estado seja uma boa solução, que aceita a mudança que ocorre expontâneamente: não a patrocina nem a impede (mas a combate quando ela fôr imposta por grupos no seu exclusivo interesse pessoal e que, desse modo, coloquem em causa a Liberdade e a Autodeterminação individual ou colectiva).
A Direita que aceita a diferença e não permite a descriminação (seja ela positiva ou negativa).
A Direita que defende que cada um de nós não deve ser impedido de sonhar um amanhã melhor mas, no entanto, não lhe devem ser permitidos os meios para o impôr a todos os outros, e que (podendo e em nome de um inexistente sonhado) faça “tábua-rasa” do que fomos e do que, por consequência, somos.
Sou da Direita que é o CDS-PP! Uma Direita moderna e plural, que nos aspectos institucionais é Conservadora, na economia é Liberal e acredita no mercado e no premiar o esforço do trabalho; mas, sabendo que nem todos vencem, nos aspectos sociais, é Democrata-Cristã, fazendo uma opção preferencial pelos mais pobres!

São estas as ideias e as virtudes que nos norteiam e que propomos para promover a Mudança que a nossa terra precisa e que é possível realizar!!!

Olhar-nos-ão os eleitores apenas pelo que propomos, sem preconceitos?!?

Estarão as mentalidades suficientemente abertas para a Mudança?

Numa primeira abordagem, poderíamos afirmar que não!!!
Mas então, que democracia é esta?!?
Esperamos que (porta a porta, banco de jardim a banco de jardim, pessoa a pessoa) os eleitores manifestem as suas discordâncias, mas também a disponibilidade para me ouvirem e para ouvirem TODOS e COM OUVIDOS DE OUVIR!!!
Só assim, sem preconceitos, em Liberdade e em Consciência, podem realmente escolher.

Mudar é Preciso!
Mudar é Possível!!

Vale a pena escutar o CDS-PP!!

Até porque TAMBÉM NÃO COMEMOS CRIANCINHAS AO PEQUENO-ALMOÇO!!!

* Vice-Presidente da Distrital de Setúbal do CDS-PP

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