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Quotidianos

OpiniãoDa injustiça... À justiça. Ou o caso do momento

4 min de leitura

Por Isaurindo Abegão

Durante muito tempo hesitei se, alguma vez, iria escrever sobre este assunto

  Porém, e dada a onda quase de histerismo colectivo que avassala o país e o recrusdescer da maldade em muitas mentes, umas ínsanas e outras muito kafkianas, lá me resolvi a deixar a revolta apoderár-se dos impulsos da pena ( que é como quem diz, dos dedos sobre o teclado ).

  Desde sempre, e o historial judiciário confirma, se foi sabendo de casos que emvolviam os crimes de violação e de abuxo sexual sobre crianças. E quantas vezes, os criminosos e as vítimas eram sujeitos da própria família ???

  Na maior parte das vezes, a noticia corria ao estilo "" en passant "", como mero veículo de noticia, sem outros pormenores de relevo, e encaputadas pela "" razão "" de que era um alguém. Um alguém sem o nome, ou cujo nome não era a razão que service à própria noticia.

  Desses acontecimentos, vergonhosos e enxuvalhantes da dignidade de quem os pratica e muito mais de quem os sofre, crimonosos e vítimas, muito raras foram as vezes em que cada um de nós - ainda que desconhecendo os factos e as provas - fizemos a figura ora do acusador, ora da defesa, e por fim do juiz.

  Desde há poucos dois para três meses que a situação, em termos do conhecimento e da expeculação pública, se alterou.

  Ressalta-me dessa alteração, sobre o mesmo crime e sobre o mesmo escandalo humano, o facto de estarem na ponta, e no princípio do processo, nomes de pessoas muito conhecidas do grande público. ( digo grande público, mas recuso-me a aceitar grande juri, e não escondo a minha preocupação de admitir que seja já, e sem qualquer julgamento, o grande carrasco !!! )

  Já houve quem lhe chamasse gente famosa. Outros, teimam em chamár-lhes figuras públicas ( há até jornalistas que assim se auto-intitulam ), eu,  chamo-lhes figuras conhecidas !!!, e ponto final.

  Poderei admitir que, algumas são pessoas que até hoje viveram com muitos benefícios e muitíssimos previlégios, fruto do seu trabalho e da sua luta diária ou, ... por qualquer herança, ou golpe de sorte na vida ou na lotaria.

  Como também admito, essa diferença a muitos outros que não tiveram acesso a tais possibilidades ou, e ainda, com relação a muitos outros vítimas de conflitos de interesses pessoais e que, por isso mesmo, descarregam sobre os outros, que enfraquecidos pela falta desses benefícios e desses previlégios, são o elo mais fraco.

  A mim, ser imperfeito, causa-me um enorme nojo todo aquele que não respeita os códigos dos valores humanos !!!. E, estes são códigos que não se escreveram nem estão à venda em qualquer livraria, são códigos obrigatórios da moral, do respeito, da liberdade, da igualdade e da fraternidade.

  Mas, infelizmente, há sempre uns quantos "" caganeirosos mentais "" que, por meras trinta moedas, vendem a honra e o bom nome do seu semelhante.

  Daí que, não perceba porque é que alguns que se dizem vítimas e são apresentadas em muitos órgãos da comunicação social, vêem à opinião pública com a cara tapada ou encobertos pela escuridão da cena, prestar depoimento anónimo e inindentificável, perante o tal grande público, que recuso como grande juri e me preocupa como grande carrasco, e assim assassinam na arena pública a honra e o bom nome de qualquer pessoa - um dia, será a honra e o bem nome de um qualquer de nós - ainda não acusada, mas ... já condenada.

  Sobre o caso que abala hoje, da maneira mais transversal, toda a sociedade portuguesa, é minha modesta opinião que, se investigue tudo e até ao ínfimo pormenor, o que deve ser investigado, e que, com coragem e respeito, se puna severamente aquele ou aquela que deva ser punida ( Dura Lex sed Lex ) e que, com coragem e respeito, se iliba e se absolva os inocentes.  Que não se bata mais, nem se perca o respeito pelo Homem. ( como já alguém uma vez disse !!! )

Gostei de ver a forma, e a disponibilidade, como muitos Amigos, uns mais outros menos, ebastante gente anónima, vieram a público, de cara destapada e a descoberto, abonarem o carácter de alguns dos suspeitos - inocentes até à condenação -.

  Já não gostei de ver e ouvir os intermeios, e os entretantos, de algumas pessoas, certos jornalistas.

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