Opinião"Não a esta politica económica, porque é má para Portugal"

Por Isaurindo Abegão
Não obstante todas as tentativas para nos adormecer quanto à realidade que o nosso país atravessa, a verdade é que, eu, como tantos milhares de outros portugueses, continuo muito preocupado com a actual situação económica e social em que vivemos.
Continuo muito preocupado com a ausência de políticas sustentadas que, possam reverter o actual estado de coisas e que, face à gravidade da nossa economia, se mostram necessárias e urgentes.
A verdade é que, a política económica e financeira instalada pelo actual governo, a par do abarandamento do crescimento económico da União Europeia, contribuiu decisivamente para uma recessão cujos resultados se mostram desastrosos para o desenvolvimento económico e social de Portugal, tanto pior por se tratar de um dos paises da periferia deciditória da Europa.
Hoje, em Portugal, atingimos valores de desemprego acima dos 7%, os quais continuam em crescendo. Tornámo-nos no país membro da União Europeia com o maior crescimento de população desempregada.
Tomemos consciência que há regiões que atingem mais de 14%, e concelhos onde se atingiram mais de 38% de desempregados.
Até o distrito de Aveiro, bastião do maior nível da empregabilidade, é hoje o quinto distrito ao nível do desemprego.
Como prova, verifiquemos que registámos mínimos históricos na aplicabilidade da confiança sobre a economia e sobre o desenvolvimento, demonstrando a enorme dificuldade, e a incapacidade, de promover a confiança dos portugueses.
Temo que, a continuar assim, estejemos frente a políticas e a decisões verdadeiramente arrasadoras, e cujos efeitos para a consolidação do Orçamento do Estado, e para os combates à falta de investimento, e à consequente diminuição do desemprego, se mostrem pertubadoras à própria democracia.
Infelizmente, em Portugal vive-se uma crise de emprego e de investimento sem precedentes, a crise que atravessa Portugal é a pior de todas as crises, e o pior de tudo é que o Governo, e as políticas governativas, parece não perceber o que se passa e não se decide a desenvolver autenticas políticas de desenvolvimento estrutural, infraestrutural e de emprego, tão necessárias à democracia e ao progresso.
Estou preocupado porque penso que, em muito curto espaço de tempo o desemprego atingirá números de verdadeira catástrofe social nacional. E, estas são os tempos e os momentos em que a história nos atira para ditaduras de regime!!!
Para Portugal, e para os portugueses, é importante que se definam objectivos concretos para a médio prazo se atinjam níveis de pleno - ou quase - emprego, onde se melhor a qualidade e a produtividade dos nossos trabalhadores e das nossas empresas.
Tudo isto sem os exageros de se pretender uma sociedade e uma economia corporativista e elitista, mas, pelo contrário, se mobilizem todas as vontades e todas as energias endógenas, e exógenas, para que se atinja tal desiderato.
A Europa, também ela, vive um período negativo do ponto de vista da economia e do desenvolvimento, daí que, e salvo melhor opinião, entendo que é urgente e absolutamente necessário que possamos ir mais longe na procura da estabilidade democrática e do crescimento económico.
Os empresários e os trabalhadores portugueses sabem que, são eles as personagens princípais no combate à "" triste sina e ao negro destino "" que, outros, erradamente teimam em obrigá-los.
Temos muito pouco tempo, muito pouco tempo.














