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Quotidianos

Palavras que disse e não disse ao XIXº Congresso do CDS

Um partido só é, verdadeira e objectivamente, indispensável pelo número relativo de votos que obtém. O aumento (ou a diminuição) do seu número absoluto está relacionado com a capacidade que esse partido tem de conseguir transmitir da adequabilidade das suas propostas. Para que tal seja possível (e para que o CDS possa crescer), a comunicação, a interligação e a inter-ajuda entre os dirigentes nacionais e as estruturas locais são imprescindíveis para solidificar a imagem do CDS como um partido que faz!
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Por Jornal Rostos

Um partido só é, verdadeira e objectivamente, indispensável pelo número relativo de votos que obtém. O aumento (ou a diminuição) do seu número absoluto está relacionado com a capacidade que esse partido tem de conseguir transmitir da adequabilidade das suas propostas. Para que tal seja possível (e para que o CDS possa crescer), a comunicação, a interligação e a inter-ajuda entre os dirigentes nacionais e as estruturas locais são imprescindíveis para solidificar a imagem do CDS como um partido que faz!
A nossa grande prioridade é o desenvolvimento para Portugal. Bem sabemos que as necessidades e a capacidade de resposta são diferentes. Mas, ainda que com raios diferentes, necessidades e governação devem ser círculos concêntricos, onde o centro da intervenção governativa coincide com o centro das necessidades e das preocupações dos cidadãos! Para que as capacidades aplicadas da governação se aproximem o mais possível da linha das necessidades importa que se opere um juízo de oportunidade que permita a optimização dos recursos e a maximização dos resultados.
Queremos premiar o sucesso, estimular o crescimento e o desenvolvimento, e o modo mais eficaz para se alcançar o progresso é através da protecção do mercado, da vontade individualmente expressa e da livre iniciativa. O Estado apenas deve aplicar a taxa de imposto que lhe possibilite cumprir as funções que só este pode executar ou que pode executar com maior eficácia. Impostos elevados e descontrole da despesa pública (que apenas servem para custear a ineficácia burocrática e despesismo inútil), intervenção estatal e hiper-regulação da actividade económica são factores que apenas contrariam a livre iniciativa e obstaculizam o desenvolvimento. Por isso, não queremos subsídios, que são (para os trabalhadores) um desnecessário convite à preguiça e (para os empresários) um contraproducente incentivo à ineficácia. O que queremos é mais e melhores condições para o ensino e a formação, o que pedimos é um estímulo ao investimento, porque o que precisamos é de trabalho.
As políticas a aplicar pelo Estado, em particular no sistema educativo, não podem assentar na ilusão de que existem objectividade e neutralidade éticas. Um partido de direita deve ter consciência que, para recuperar um comportamento cívico desejável, o Estado não pode (nem deve!) ser indiferente ou neutro perante as crenças morais que o enformam, sendo um dever positivo do Estado proteger essas fundações morais de substracto cristão.
A determinação e a liderança do Dr. Paulo Portas, a garra, a vontade e a inteligência, combinados com o querer e a lealdade de tantos e tantos militantes, possibilitaram o recolocar do CDS no arco da governação. Percorremos um caminho que foi difícil, que era estreito, que estava armadilhado. Mas, não nos podemos esquecer que há quem continue a olhar para o CDS e os seus dirigentes como alvos a abater. No entanto, as ideias e os princípios em que acreditamos foram sufragados, testados e são hoje aplicados, com sucesso, ao serviço da Nação e no governo de Portugal. No CDS sabemos que atingimos uma meta, que que apenas é o fim de uma etapa do grande desafio que é governar Portugal, honrando os maiores do nosso Passado e preparando o caminho para um Futuro que os orgulhe!
Neste mundo de confusão, de “pseudo-moralidades concorrentes” e de cepticismo, todos reconhecem que os governantes indicados pelo CDS são exemplo de dedicação e devoção à causa e ao Bem públicos. Acima de tudo, porque provam que no CDS há um verdadeiro sentido de Moral e Ética, que buscamos fazer as coisas certas, e que as virtudes Cristãs que professamos e defendemos são para nós Deveres, Obrigações, um Ideal de comportamento individual que aspiramos alcançar.
Bem hajam por isso!
A Direita e os Conservadores não podem actuar na vida política de modo embaraçado, envergonhado, na defensiva, incapazes de demonstrar a generosidade e a caridade cristãs. Devemos deixar de pedir desculpa por pensarmos de acordo com um vetusto e testado código ético, e por, pensando melhor, pensarmos diferente. Urge convencermos os outros (e a nós próprios, primeiro) da bondade dos nossos propósitos e das nossas acções.
O CDS é e representa uma Direita moderna e plural!
Uma Direita que rejeita a transformação pela transformação, que nega a validade da transformação patrocinada ou assistida pelo aparelho de Estado.
Uma Direita que, não sendo passadista nem imobilista, aceita a mudança que ocorre espontaneamente – não a patrocinando nem a impedindo, excepto quando imposta por grupos que o façam no seu exclusivo interesse pessoal e que coloquem em causa a liberdade de escolha e autodeterminação individual ou colectiva.
Uma Direita que aceita a diferença e não permite a descriminação (seja ela positiva ou negativa).
A Direita moderna e plural exige o reforço do CDS-PP. Que sempre levantou a sua voz na defesa das Virtudes e Princípios que fundaram Portugal e que os Portugueses (cada um deles, para si e a sós com a sua consciência) reconhecem e desejam. Numa altura em que, em breve, o Parlamento assumirá competências de revisão constitucional, os Deputados do CDS-PP marcarão uma decisiva e imprescindível diferença!
Cabe à Direita e aos Conservadores fazerem e assumirem a liderança dessa mudança.
Uma Mudança que é sentida, que é desejada, que é necessária, que é possível!
Uma Mudança que passa por afirmar que as soluções e as propostas à Direita são, como opções, mais eficazes nos resultados e melhor adequadas à natureza humana.
Uma Mudança que permita a ambição e a procura da satisfação pessoal, mas seja temperada por um elemento moral que volte a tornar a Política e os políticos em fiéis servidores da causa pública.
A hora que se avizinha é um tempo de escolhas!
A hora que se avizinha exige coragem e determinação!
A hora que se avizinha tem de marcar uma mudança!
Porque Mudar é preciso!
Porque Mudar é possível!

* titamau@netcabo.pt
Prof. Universitário
e vice-Presidente da Comissão Política Distrital do CDS-PP/Setúbal

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