Gabinete de Apoio ao DesportistaAs pequenas coisas fazem a diferença
Por Jornal Rostos
Como responsável por uma modalidade desportiva num pequeno Clube da nossa Cidade e logo com fracos recursos, sei bem das dificuldades que a todo o momento sentimos no que concerne ao acompanhamento médico especializado dos nossos atletas.
Desde logo, todos os anos, quando é necessário realizar os exames médicos desportivos impostos pela lei nos confrontamos com enormes dificuldades: ou se vai a Centro de Medicina Desportiva do IDP (ex-IND), que manifestamente não tem capacidade de resposta (chega a esperar-se 2 meses por uma vaga).
Pode-se ainda recorrer a uma consulta particular. Porém com o custo é elevado e nem todos o podem suportar. É certo que a Lei estabelece que o exame médico desportivo de carácter geral (que não abrange o rendimentos e a alta competição) pode ser efectuado por médico não especialista, incluindo o Médico de Família nos centros de saúde do SNS. Porém, sobretudo após o acidente do futebolista Feher, estes profissionais têm com maior frequência recusado efectuar aquele exame.
Enfim, temos leis perfeitíssimas mas não cumpridas ou de difícil
cumprimento. Facto é que dois Centros de Medicina Desportiva (Lisboa e Porto) são manifestamente insuficientes para assegurar exames médicos desportivos às centenas de milhares de desportistas, federados ou não, que existem no país.
Resultado: Embora a época se inicia a 1 de Outubro, por vezes só em Janeiro/Fevereiro se consegue ter a situação do atleta completamente regularizada em termos federativos. O que implica que, amiúde, os atletas mantenham a prática desportiva, se bem que não competitiva, sem o necessário aval médico, com todos os riscos que isso comporta para o atleta.
Parabéns à CMB que em boa hora teve esta ideia e decidiu implementá-la.
Aguardamos a sua rápida concretização como mais uma forte contributo para a afirmação do Barreiro como "Cidade Desportiva".
Álvaro M. Branco
GDFB - REMO














