A Páscoa e o filme de Mel Gibson “A Paixão de Cristo”
Poncio Pilatos
Por Jornal Rostos
Pelo facto de ser um verdadeiro apaixonado da doutrina de Jesus Cristo, muitas pessoas me têm perguntado qual a a minha opinião sobre o mais recente filme de Mel Gibson: “A Paixão de Cristo”.
E então decidi nesta Quaresma, partilhar convosco aquilo que sinto e penso não só pelo que vi no filme, mas pela própria figura de Cristo em si, que é principal referência da minha vida.
Como homem e cristão que sou, cada vez que estudo, leio e aprendo, mais me interrogo e reflicto sobre a atitude de coragem profunda que Jesus teve ao morrer na cruz para nos salvar, mesmo sem nunca ter pecado.
É este o facto mais marcante que o filme nos mostra com grande violência, mas que não deixa de ser a mesma violência que existiu na verdade há 2000 anos atrás, recaindo sobre um homem inocente! Talvez por isso, não entenda o porquê de tanta agitação em certos sectores. Um homem como eu (ou como você amigo leitor) cumpriu a sua missão e também fraquejou quando disse: “Pai se possível afasta de mim este cálice!”. E assim foi, sofreu um choque mesmo para aquela época, mas obstante esse facto decidiu de livre vontade carregar sobre si os nossos pecados e o mal do mundo. Um Cristo que, mesmo na cruz, disse: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. Este filme destaca mensagens lindíssimas, escritas no Evangelho de S. João, como por exemplo: “Não temeis porque eu venci a morte“, “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei“, “Amai os vossos inimigos e fazei bem aos que vos perseguem”, “Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”. Estas são apenas algumas das citações que já conhecia e que são um desafio à reflexão para todos nós.
Recordo-me uma vez mais da humilhação e da violência que Jesus Cristo sofreu, tudo isto bem evidente neste filme, que na minha opinião é um excelente veículo de evangelização.
O filme termina com uma imagem de Cristo já ressuscitado , revelando aquilo que para mim é o mais importante da Páscoa: a Ressurreição.
Jesus ressuscitou e a morte deixou de fazer sentido na humanidade. A morte não é o fim da história, mas sim o princípio de um novo capítulo. Ele mostrou-nos isso. Por isso podemos anunciar no nosso dia-a-dia que a vida domina a morte, e que o bem triunfou sobre o mal, tudo isto bem revelado no filme que já vi três vezes.
Um filme polémico, bem como o seu protagonista principal, ou não fosse “Ele” a figura mais importante de toda a História da Humanidade.
Cláudio Anaia
Militante da Justiça e dos Direitos Humanos














