Rumo ao Futuro do Distrito de Setúbal
pessoas que representamos. E não podemos consegui-lo sem que antes demais
criemos canais de ligação e informação que nos permita radiografar
problemas, para com maior rapidez, acutilância e eficácia apresentar as
melhores soluções, ao nível dos órgãos autárquicos, mas também junto do
Governo Central.
Por Jornal Rostos
É que não podemos continuar a apregoar, como muitos fazem, que estamos ao
lado da população se não nos dispusermos a estar, efectivamente, disponíveis
para os ouvir, para avaliar «in loco» a realidade que temos, para a partir
de então apresentarmos aquilo que queremos e porque vamos lutar.
É essa a nossa forma de estar na Política, e é firme disposição da Comissão
Política Distrital de desenvolver este trabalho, em estreita colaboração com
as diversas Secções da JSD, que diariamente actuam nas suas terras, ajudando
a que no Presente se ajude a Ganhar o Futuro.
E o Projecto Rumo ao Futuro é isso mesmo, colocar a JSD disponível para
conhecer, para recolher os problemas, anseios e ideias que as instituições e
as populações têm, na certeza de que a partir daqui seremos responsáveis por
nos tornarmos o seu porta-voz.
Um projecto que demonstre aos mais cépticos que a Política quando feita com
irreverência, dedicação e inteligência é uma mais valia para a sociedade que
diariamente procuramos representar.
Um Projecto que já começou, na sua 1ª fase, com a visita (muitas das vezes
em conjunto com os Deputados do PSD) a muitas dezenas de instituições nos
mais diversos concelhos, e que agora, terá uma 2ª fase em que o contacto
directo com as populações vai ser uma realidade constante.
De que forma:
- Criação da Assembleia do Cidadão, a ter lugar concelho a concelho,
sendo um fórum de participação das populações (que serão convidados através
de divulgação pública) para fazerem chegar aos autarcas da JSD e do PSD, bem
como aos nossos deputados, os seus problemas e anseios sobre o presente, e
sobretudo, sobre o futuro que desejam;
- Criação de uma Tribuna Cibernaútica do Cidadão, através da criação
de um e-mail disponível para que a população possa, a todo o tempo,
fazer-nos chegar as suas preocupações; está já alojada (e pronta a receber
as mensagens em assemb-cidadao@mail.pt
- Homenagens ao Esquecimento Autárquico - Para chamar a atenção
para as obras prometidas e não cumpridas pelas Autarquias, bem como para dar
a conhecer os graves problemas que continuam a proliferar pelos diversos
concelhos do Distrito fruto de desleixo das autarquias;
É que temos um Distrito com uma realidade heterogénea, que exige uma
aplicação e atenção constante, na certeza de que os tempos difíceis que a
herança do desgoverno socialista só acabam com uma gestão rigorosa dos
dinheiros públicos, com investimento criterioso, fazendo uso de valores como
a exigência, a responsabilidade e a salvaguarda do interesse público.
Porque é nossa intenção ajudar a colocar o Distrito de Setúbal em Movimento,
para no Presente Rumarmos ao Futuro!
Desde já um Exemplo de Irresponsabilidade-
A visão Comunista sobre o Metro Sul do Tejo!
Um exemplo da forma irresponsável e ligeira como muitos dos Autarcas
interpretam o exercício de cargos públicos é a forma como as Autarquias de
Almada e do Seixal têm, agora, criticado o projecto do Metropolitano Ligeiro
de Superfície.
Quem os ouça, agora, pensaria (por desconhecimento) que este era um projecto
imposto pelo Governo, feito nas costas das autarquias, em que apenas à
Administração Central cabe assumir as responsabilidades sobre os problemas
da sua implementação no terreno.
Esta atitude merece da parte da Distrital de Setúbal da JSD a mais violenta
indignação e repulsa, e não deixaremos de desmascarar quem pretendendo agora
fugir à polémica para salvaguardar a sua imagem política, procura sacudir a
água do capote, procurando escamotear uma realidade indesmentível- a Obra é
Do Governo, mas o Idealizar do Projecto e a sua a forma de Implantação são
também responsabilidade das Autarquias envolvidas.
Aquilo que não podemos admitir é que numa prática de desresponsabilização,
as Autarquias que antes exibiam com orgulho a ideia, a reivindicação, a Luta
e um projecto como algo seu, na primeira ocasião em que se deparam com
problemas graves de implementação da mesma no terreno, fogem de forma
indigna às responsabilidades que também têm, não dando agora a cara.
É que a lógica, autista, que tem desde há muito imperado a condução dos
destinos autárquicos em Almada e no Seixal, de que o que é bom é fruto do
trabalho da autarquia, e de que o que é mau só pode ser obra da
Administração Central, não pode vingar numa Sociedade mais informada e que
tem memória.
Não esquecemos o passado e portanto não aceitamos tomadas de posição
públicas que são reflexo de actos de memória selectiva em que se releva o
que interessa e se omite o que não é do interesse das autarquias.
Porque é verdade que há problemas com a implementação, no terreno, do
Projecto do Metro Sul do Tejo (MST), e que existe responsabilidade do
Governo e da Concessionária, mas também é verdade que as Autarquias sabem o
que passa no terreno (é sua obrigação...), e que desde o inicio sabiam as
virtudes e os defeitos da opção defendida, por elas mesmas, para o MST.
Porque é verdade que esses problemas são responsabilidade do Governo e da
empresa concessionária, mas também não é menos correcto afirmar que ela tem
que ser assumida também pelas autarquias.
Deste modo, apelamos à População que não se deixe enganar por contos de
fadas de Políticos que, de tão empenhados em salvar a sua imagem junto da
população, estão dispostos a escamotear uma realidade de que todos somos
testemunhas.
Cá estaremos para pedir responsabilidades e soluções para os problemas do
MST (e de outros) à Administração Central (mas também à Administração
Local), porque nada nem ninguém condiciona a nossa forma de estar e de
representar a população. Mas não deixaremos também de apontar o dedo aqueles
que assumindo o MST, e este tipo de projecto, também como uma Luta e Obra
sua, não queiram agora dizer presente num momento em que há mais problemas
do que soluções, e existe muito mais descontentamento do que satisfação.
Isso não vamos permitir, porque em Política não vale tudo! E a População
pode não ter muitas vezes informação sobre toda a realidade que a rodeia,
mas não esquece porque tem Memória, algo que manifestamente tem faltado a
muitos autarcas, nomeadamente, e neste caso, em Almada e no Seixal.
Pela CPD/JSD de Setúbal
O PRESIDENTE,
Nuno Matias














