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Quotidianos

Cresce a resistência do povo iraquianoA aventura de Bush a caminho do naufrágio
Portugal deve desligar-se já do bando agressor

A situação no Iraque atravessa uma viragem dramática. Em Faluja, Najaf, Nassiria e outras cidades, a população pegou em armas contra os odiados invasores e inflige-lhes pesadas baixas. O Iraque entra numa situação pré-insurreccional. Na tentativa de esmagar a revolta, as tropas ocupantes estão a assassinar centenas de civis. Não conseguirão porém evitar o naufrágio da aventura em que se meteram. Iraque, Palestina, Afeganistão – o Verão anuncia-se quente para o imperialismo.
3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Os últimos acontecimentos tornam cada vez mais irrisórios os anúncios periódicos de que o Iraque estaria “pacificado” e em vias de instaurar um regime democrático. O número de dez mil mortos civis desde o início da invasão, divulgado pela Amnistia Internacional, revela a brutalidade terrorista dos pretensos “libertadores”. A transferência de poderes para um “governo provisório” fantoche é cada vez mais problemática e este pode entrar em desagregação.

A revolta popular também está a comprometer a tentativa de Washington de interessar as potências europeias na ocupação, a troco de lhes dar sociedade nos negócios do petróleo e da reconstrução – tudo sob a capa da ONU e com a desculpa de que é para evitar uma guerra civil entre iraquianos. A partir de agora, com xiitas e sunitas erguendo-se por igual contra o ocupante, os dirigentes europeus terão de pensar duas vezes antes de se meter no vespeiro iraquiano.

A juntar a este desaire, a operação de “cerco e aniquilamento” lançada pelo regime do Paquistão foi um fracasso que ainda mais exacerbou a hostilidade das populações fronteiriças contra a brutalidade das tropas; o tiro saiu pela culatra ao traidor Musharaf. No Afeganistão, também a resistência cresce e o governo fantoche de Karzai está paralisado.

Para já, a saída que encontram os estrategos de mentalidade hitleriana do Pentágono é despachar mais tropas para a região. Apostam em mais repressão, mais expedições, mais atrocidades. Mas, seja qual for o desenlace da luta no imediato, os imperialistas já sofreram um pesado revés. Com o aumento imparável das baixas nas suas tropas cresce o alarme da opinião pública. Em todo o mundo redobra o repúdio contra esta guerra odiosa arquitectada sobre mentiras. A aventura de Bush & Cia. caminha para o desastre.

Portugal fora desta guerra!

A “missão de paz” da GNR é uma fraude. O comandante geral da GNR acaba de dizer que “se o conflito se agudizar, terá de haver um reforço das Forças Armadas”. O governo de Durão-Portas tem que prestar contas por ter atrelado Portugal a esta criminosa aventura imperialista.

A cumplicidade com os EUA expõe a população portuguesa a todas as retaliações. A responsabilidade do que acontecer é do Governo. Aliás, Durão sabe-o bem, como o sabia Aznar, mas esse é o preço que está disposto a pagar para ter as boas graças dos seus patrões.

Ao mesmo tempo, usa esse risco como argumento para excitar a histeria antiterrorista e montar um aparelho policial de tipo pidesco. A recente operação policial combinada em seis países europeus contra um partido turco de esquerda (“culpado” de lutar contra uma ditadura militar-fascista!) é um ensaio para a repressão em larga escala que os governos da União Europeia preparam contra todas as forças de esquerda. É agora que é preciso impedi-los!

Invasores fora do Iraque!

Solidariedade com os povos do Iraque, Palestina e Afeganistão em luta!

Retirada imediata da GNR!

NATO fora das Lajes!

João Medeiros

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