Voar mais altoPor António João Sardinha
Por Jornal Rostos
A edição deste catálogo, da responsabilidade da “Associação p´rá Ilustração de Livros para a Infância” e do Instituto Piaget, mereceu o apoio do Ministério da Cultura, do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e da Região de Turismo Costa Azul.
Claro que por detrás deste catálogo está a Bienal, organizada e produzida pela Câmara Municipal do Barreiro, a partir da conjugação de esforços de dois jovens barreirenses, Ju Godinho e Eduardo Filipe, evento que teve o apoio da Região de Turismo da Costa Azul, Quimiparque, Fundação Calouste Gulbenkian, Caixa Geral de Depósitos e Instituto Franco Português, e que contou com o alto patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República.
Perguntar-me-ão o porquê desta conversa a propósito de um Catálogo ?
A sua existência e a alta qualidade que contém, nas diferentes componentes próprias de um Catálogo, mostra concubitantemente a importância da Bienal nos contextos Nacional e Internacional, reunindo 476 participantes, dos quatro cantos do mundo, ao mesmo tempo que revela a qualidade dos trabalhos concorrentes, obras de arte que satisfazem os sonhos lúdicos e estéticos das crianças e adultos que as contemplam.
Não é por acaso que o Barreiro se vê catapultado para o calendário das manifestações artísticas de relevo mundial, situação que não acontecia há muitos anos, ao mesmo tempo que em termos nacionais, a exposição que tivemos oportunidade de admirar quando ocorreu a inauguração do Fórum Augusto Cabrita, é solicitada por diferentes cidades do nosso país e não só...
Desde finais de 2003 já esteve patente em S. João da Madeira, Porto, Coimbra. A partir de amanhã estará exposta em Paris. No seu regresso a Portugal espera-a a Fundação Gulbenkian, em Lisboa.
O Barreiro já tinha tido, no passado, concursos artísticos de carácter internacional. Tem, no início do Século XXI, a oportunidade de se orgulhar de evento que está a deixar raízes de inovação cultural na nossa terra, criando uma dinâmica cultural permanente, através de iniciativas paralelas que preenchem o tempo entre bienais. Temos, assim, a oportunidade de nos orgulharmos com um evento que tem merecido, pela excelência, a admiração e respeito do país e do estrangeiro.
A Câmara Municipal do Barreiro, de forma discernida, soube acolher e apoiar, como lhe compete, a vontade, o entusiasmo, a determinação, a inteligência de dois jovens barreirenses, proporcionando que o sonho se tornasse realidade.
Hoje, podemos afirmar que o tempo artístico nacional e também internacional conta com uma iniciativa que acontece na nossa terra, de que nos orgulhamos e que o tempo futuro se encarregará de dar satisfação aos nossos filhos, aos nossos netos.
Sendo iniciativa de referência, promoverá qualitativamente o Barreiro e poderá, pelo exemplo, “empurrar” iniciativas, nos mais diferentes campos da actividade humana, de que o Barreiro necessita e merece.
Esta Bienal e tudo que a envolve, pela mão de dois jovens e a atenção de uma Câmara, obriga-nos, penso, à reflexão bastante que nos permita a concretização de muitos sonhos, muitos debates, muitas conclusões, de muitas vidas, de muitos encontros.
Pelos vistos, é possível voar mais alto, e todos temos asas.
Obrigado, Ju e Eduardo
António João Sardinha
Barreiro 30 de Abril de 2004














