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Quotidianos

“ARESTAS DE VENTO”Por RICARDO CARDOSO

Vou começar a prosa de hoje com um texto de Céu Campos: “O melhor prémio para o grande esforço destes 6 meses de trabalho relacionado com a montagem da peça «ERA UMA VEZ NA FLORESTA», a estrear em Dezembro, no 9º Festival da Canção Infanto – juvenil de Palmela.
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Por Jornal Rostos

Vou começar a prosa de hoje com um texto de Céu Campos: “O melhor prémio para o grande esforço destes 6 meses de trabalho relacionado com a montagem da peça «ERA UMA VEZ NA FLORESTA», a estrear em Dezembro, no 9º Festival da Canção Infanto – juvenil de Palmela, começa a ser, sem dúvida, as repetidas mensagens que os amigos, os anónimos e os sujeitos da cultura viva estão a expressar livremente no site do Arestas de Vento na Net, nos cafés e em outros locais públicos (o que mais cedo ou mais tarde vem ao meu conhecimento). Sinceramente, nunca pensei estar envolvida na elaboração de um produto cultural com tamanha procura entre as nossas gentes. Como diria José Carlos Ary dos Santos: pedra a pedra quebramos o muro que não nos deixa chegar ao futuro!...
Tenho a felicidade (falando somente em alguns intervenientes) de ter na equipa Cláudio Pinela, um jovem actor, muito talentoso e experimentado em palcos Ingleses e no Nacional, José Duarte e Luis Candeias, formados no bom teatro de amadores do distrito de Setúbal, Rute Ameixa, do teatro académico, e a minha filha Tânia Cardoso, vocacionada e formada no TAS pelo saudoso Carlos César, bem como a minha querida amiga Carolina Macedo, uma das melhores caracterizadoras deste país, o musico José Ângelo, e para fechar o destaque, o actor e encenador Fernando Guerreiro, que mais uma vez cultiva à sua maneira, a coragem certa, para embarcar com a sua experiência e ternura de todos os dias neste projecto sério de teatro para um Festival de cantigas. Não esquecendo, Ricardo Cardoso, o timoneiro desta aventura de bom gosto.”
Serve este texto, como já disse, da autoria de Céu Campos, para introduzir uma questão importante na cena vivencial da região. Então é assim: Faço o programa Arestas de Vento, na Rádio Pal (102.2), quase há dezoito anos e a minha companheira (Céu Campos) mantém o programa infanto-juvenil dessa estação emissora (Espelho Mágico), com o mesmo tempo de existência. Talvez por essa razão, a minha sensibilidade sofra algumas influências e tenha desse modo algumas preocupações ao nível do mundo da criança. Como gosto de referir, na humanidade tudo é teatro e, o teatro, não é só entretenimento, também serve para ajudar as pessoas a pensarem melhor. Pensei então que, como operador de construção cultural, seria interessante envolver-me num teatrinho para crianças. Quem está, afinal, no centro do mundo?
Uma coisa é clara: Crianças que viram peças montadas por estes elementos saídos dos programas radiofónicos Arestas de Vento e Espelho Mágico e a que hoje, por necessidades de mercado, chamamos GRUPO DE ANIMAÇÃO E TEATRO ESPELHO MÁGICO, recordam passados 9 anos as cenas das primeiras produções. Uma das últimas peças “As aventuras de Rom Rom e Fofoca”, foi uma critica dentro de um padrão de fantasia musicada e foi vista por mais de 5000 crianças. É obra!!! As crianças constituem um público exigente, não fazem “frete”, ou gostam ou não gostam. É uma verdade que vem do futuro. O que quer dizer que tem que se fazer um trabalho tecnicamente bem feito, que chame a atenção das crianças, que capte as atenções, que cause empatia, gere interesse e seja equilibrado, não intelectual. O ritmo é fundamental! Um bom som. Alguma das peças apresentadas por este grupo no Festival de Cantigas de Palmela, abriram, com muito êxito, com uma canção ou um recorte instrumental. Depois tudo foi indo. Mas com mensagem...

Então vamos às conclusões: A dialéctica do desenvolvimento cultural não surge apenas no facto de um produto definido e definidor ser susceptível (segundo a relação de interesses em presença) de dar RESULTADOS IDENTIFICADOS COM A COMUNIDADE? Pois bem, a apreciação das peças de teatro estreadas no Festival da Canção Infanto – Juvenil de Palmela tem revelado (pelas mãos da CRÍTICA e do PÚBLICO no geral) que a qualidade pode e deve gerar responsabilidades. A par desta “apreciação” subjectiva, sabemos que a forma de subjectividade é, evidentemente inteiramente determinada pelos gostos das populações, a cultura é um factor social, portanto perfeitamente racional. E se uma localidade, uma região tem um “Grupo de criação” que junta 700 pessoas numa estreia e faz mais 5000 em três meses de carreira, deverá, no mínimo, respirar de vento em popa. E, já agora, perguntar sem preconceitos, às almas do castelo: O que é que falta para alegrar a malta e para que a maturação seja boa?

Aqui fica, para os mais distraídos o relato das peças já estreadas pelo GRUPO DE ANIMAÇÃO E TEATRO ESPELHO MÁGICO, NO FESTIVAL DA CANÇÃO INFANTO-JUVENIL DE PALMELA:
1996-Cinderela
1997-O Feiticeiro de Oz
1998-Pinóquio
1999-A Bela e o Monstro
2000-Era uma vez... Uma menina
2001-Os Aristogatos ou a Pousada da Amizade
2002-Meu Querido Príncipe
2003-As aventuras de Rom Rom e Fofoca
2004-ERA UMA VEZ NA FLORESTA (em preparação)

RICARDO CARDOSO

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