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Quotidianos

APOIO JOSÉ SÓCRATESTexto de Euridíce Pereira

“ O que me anima é a vontade de servir Portugal “. Foram estas as palavras iniciais de José Sócrates quando, em Julho último, apresentou a sua declaração de candidatura a Secretário Geral do Partido Socialista.

4 min de leitura

Por Jornal Rostos

Frases como esta são ditas com alguma frequência no meio político o que acaba por desvalorizar a sua importância. Dizem-nas os que as sentem verdadeiramente e os que em nada se identificam com elas. É minha convicção que, neste caso, estamos perante um sentimento genuíno. O Engº José Sócrates disponibiliza-se, com o PS, para servir o País. E o País necessita que o PS se preocupe com ele. Portugal precisa que o principal partido da oposição se afirme forte, capaz e ambicioso. Características, aliás, que este candidato a líder detém.

O país leva dois anos de governação desastrosa. O Governo mais à direita desde o 25 de Abril, com um toque recente de populismo desbragado, não vai deixar saudades mas, entretanto, vamos somando dissabores.

Decididamente as coisas não estão a correr bem. As famílias sentem-se sobrecarregadas e inseguras; o desemprego atingiu indicadores preocupantes; na Saúde estão 150 mil pessoas em lista de espera para fazer uma cirurgia e pretende-se introduzir medidas duplamente penalizadoras com a diferenciação das taxas moderadoras; na Educação, os índices de insucesso escolar são arrepiantes e nem o processo administrativo-burocrático de colocação de professores é realizado decentemente deixando milhares de alunos sem aulas; a Justiça está com diagnóstico reservado; os funcionários públicos têm os vencimentos congelados há dois anos ; em nome do controlo do défice, impuseram-se restrições cegas aos portugueses, vendeu-se património e os resultados são tudo menos animadores.

Por tudo isto e muito mais, o PS tem de se apresentar com soluções e protagonistas credíveis.

Nesses incluo, particularmente, José Sócrates que revelou, na sua acção governativa, ser um homem de invulgar capacidade de decisão e iniciativa. Enfrentou interesses instalados, mas também problemas-tabu e apresentou formas de resolução.

Sócrates tem visão e não o assusta este “mundo novo” com que nos confrontamos diariamente. Diz ele, e a meu ver bem, que “vivemos tempos de profunda e rápida mudança (…) e num mundo onde os modelos interpretativos de que dispomos já estão desactualizados”. É fundamental interiorizarmos esta ideia. Não podemos responder às novas realidades com “formulas” que serviram, no passado, para responder a cenários distintos.

É neste contexto que afirma que a esquerda moderna “ambiciona comportar-se na acção política com a nobreza de quem quer permanentemente superar-se, procurando novas respostas para novos desafios”. Se tivesse que escolher uma razão, e só uma, para distinguir José Sócrates dos outros dois ilustres socialistas e também candidatos a Secretário Geral - Manuel Alegre e João Soares – escolheria exactamente a sua capacidade de responder aos novos desafios com novas respostas. Insistir em responder aos problemas que hoje se nos colocam com modelos de intervenção passados é, a meu ver, ajudar a ampliar o mal.

Por outro lado, José Sócrates protagoniza um projecto de abertura e renovação do PS. E a renovação não tem só a ver com a renovação geracional. Ninguém está excluído. O processo é de inclusão, de abertura e de discussão plural.

Como afirmou António Vitorino, José Sócrates garante a fidelidade aos nossos valores históricos de solidariedade, igualdade e respeito pela diversidade.

Nos dias 24 e 25 de Setembro, os militantes socialistas vão às urnas escolher o seu novo Secretário Geral . Apoio José Sócrates e tenho a convicção de que vamos estar à altura daquilo que os Portugueses esperam de nós. Estou certa que o futuro é de Esperança.

Eurídice Pereira
Militante Socialista e apoiante de José Sócrates

23 de Setembro de 2004

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