Uma terceira travessia sobre o Rio TejoPor Yolanda Lopes
Por Jornal Rostos
O aumento da população e do comércio, no Concelho do Barreiro, Moita e Montijo tem vindo a expandir-se de forma muito acelerada, no entanto, a falta de acessos rápidos e eficazes entre as duas margens não tem contribuido em nada para fomentar o investimento nesta zona.
A margem Sul não é apenas um dormitório onde moram as pessoas que trabalham em Lisboa. Tem vida própria, uma actividade cultural intensa, muitas vezes mais ainda que a da Capital. O concelho possui hoje uma população residente de cerca de 69 000 habitantes, cuja parte activa se desloca maioritariamente para os concelhos limítrofes e margem norte do Tejo.
Quem mora deste lado e pretende ir de carro para Almada/ Lisboa terá de fazer um percurso que, na minha opinião e na opinião da maioria das pessoas, é uma perfeita perca de tempo.
Isto para não falar nas pessoas que moram e que se têm de deslocar diáriamente para Lisboa e que moram no interior da margem sul, como é o caso da população da Baixa da Banheira, Moita, Vale da Amoreira, Cidade Sol, Sto. António, etc.
Barreiro ---- Palhais ------ Coina ------- Seixal ------ Entrada na A2
(12 a 15 Km´s de auto-estrada) ------ Saída de Almada ------ Ponte 25 de Abril.
A N10, ou seja a estrada que liga Coina ao seixal, em horas de ponta é caótica, o trânsito chega a atingir. São longas filas de trânsito que enchem a A2 de carros, pessoas atrasadas para irem para os seus locais de emprego em stress constante.
Olhando o mapa ilustrará melhor a situação:
Faz-se desnecessáriamente mais 40 ou 45km´s para chegar a Lisboa, já para não falar no tempo que se perde, uma vez que a velocidade que se pode praticar nas estradas é muito baixa e o tráfego é intenso.
Esta situação poderia ser contornada com a criação de uma ponte que ligasse o Barreiro a Almada ou o Barreiro a Lisboa.
A criação desta ponte rodoviária traria muitos benefícios para todos nós, não só iria dinamizar mais esta margem (abertura de novos negócios, mais postos de trabalho, maior flexibilidade, expansão económica, turismo etc.) como também iria desafogar o trânsito que se faz sentir nestas zonas, pois são cerca de 35 000 a 40 000 pessoas activas que se deslocam para Lisboa pelos meios disponíveis.
A minha indignação vai para o facto da Lusoponte querer construir uma ponte Ferroviária entre Barreiro e Chelas, quando, actualmente, se verifica que, cada vez mais, as pessoas, os distribuidores de todos os ramos, etc. se movimentam maioritáriamente por meio rodoviário.
E também a LUSOPONTE pretende construir uma ponte Rodoviária entre Trafaria e Algés.
E pergunto eu, qual será a vantagem em criar uma ponte tão próxima da 25 de Abril, quando há milhares de pessoas aqui no Concelho do Barreiro e outros, que gostariam de ver facilitada a sua movimentação!!
Meus senhores, espero vos ter consciencializado para este problema, espero que o divulguem, o façam passar a quem de direito para contornar este erro que está prestes a ser cometido.
Não deixem que esta situação se prolongue.
Eu sozinha não consigo fazer nada, mas com a ajuda dos meios de comunicação, do povo, tenho fé que esta minha ideia vá para a frente.
Obrigada pela vossa atenção,
Yolanda Lopes














