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Quotidianos

É PROIBIDO DESISTIR

O Concelho da Moita corre fortes riscos de acentuar, no âmbito da Área Metropolitana de Lisboa (AML), as suas funções de subúrbio-residencial. Se o concelho continuar a ser pensado e executado como tem sido afastar-nos-emos, dramaticamente, dos pólos mais dinâmicos da Península de Setúbal de quem temos já hoje uma posição periférica.

3 min de leitura
É PROIBIDO DESISTIR

Por Jornal Rostos

É débil a nossa estrutura empresarial e produtiva, pouco variada ao nível dos ramos de actividades e a carecer de desenvolvimento tecnológico, componente essencial para reforço das condições de competitividade e estabilidade. Pela ausência de infra-estruturas adequadas, fundamentalmente ao nível da rede viária e dos serviços de transportes públicos, bem como de equipamentos colectivos – de desporto, cultura, de ensino, de saúde – não conseguimos competir com concelhos da AML na atracção de outros públicos – pessoas ou empresas – exigentes na qualidade ambiental e urbana. Os indicadores sócio-económicos e sócio-culturais estudados não nos fazem “brilhar os olhos”. É certo que não estamos perante um cenário risonho mas não vale a pena colocarmos a cabeça na areia. É importante que encaremos a realidade porque só assim nos galvanizaremos na busca de soluções. E as constatações não têm de ser fatalidades inalteráveis.

O concelho tem potencialidades que devemos saber “ampliar” em favor de estratégias de desenvolvimento. O aproveitamento e rentabilização daquilo que o concelho ou o espaço envolvente oferece tem de ser potenciado como meios para a construção e consolidação de um projecto concelhio de médio e longo prazos.

A qualidade do ar, a boa capacidade dos solos agrícolas, as reservas aquíferas subterrâneas, a localização do concelho e toda a riquíssima frente ribeirinha constituem mais valias para a “aposta” na sustentabilidade do desenvolvimento local. No plano das acessibilidades, não obstante as deficiências locais que tem de ser urgentemente superadas, nomeadamente com a construção de uma circular externa, há que saber rentabilizar as condições oferecidas, já, pela Ponte Vasco da Gama e pelo Anel de Coina e, a médio prazo, pela construção da Ponte Barreiro-Chelas.

O potencial humano é outra das “pérolas” do concelho que tem de ser acarinhado. A população é jovem, logo, seiva de boas perspectivas futuras; é identificada uma estrutura multicultural rica; o movimento associativo é vasto e pode ser parceiro inalienável nos processos de mudança e inovação; a tradição operária da população constituiu um trunfo para o fomento da educação/ formação, investindo-se seriamente no ensino profissional do concelho da Moita tendo como promotor o próprio Município.

Todos os agentes locais têm de ser agentes de mudança e por isso chamados a fazer parte deste movimento de ressuscitação do concelho.

Estou certa que a adesão será maciça se esses agentes entenderem a missão que a todos move. E essa missão traduz-se em construirmos, na Moita, um concelho de oportunidades. Para os que aqui residem e para os que nos visitam. Para nós e para os nossos filhos. Oportunidades no presente e no futuro. É esta a ambição. Legítima e necessária. É por isto que é proibido desistir.

Moita, 23 de Março de 2005
Eurídice Pereira
Presidente da Comissão Política Concelhia da Moita do PS
Membro do Departamento Nacional de Mulheres Socialistas
Membro da Comissão Nacional do PS
Membro da Comissão Política Nacional do PS

email: psmoita@zmail.pt

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