Quando a mentira é inverdade, a luta faz-se ouvirPor Nuno Cavaco
Por Jornal Rostos
Os eleitores pensando que ao votar no partido socialista iriam ter vida para além do deficit, enganaram-se ou foram enganados. Hoje sabe-se que este partido socialista mentiu, mas não unicamente o Sócrates, todos aqueles que o apoiaram, quer a nível central, quer a nível local, também prometeram e mentiram. Localmente, por todo este país, estruturas do P.S. local apoiaram o seu líder, levando o seu programa eleitoral às populações, criando sonhos que hoje matam sem diálogo, porque não querem cumprir o que prometeram. E como quem não se sente, não é filho de boa gente, as pessoas manifestaram-se fazendo-se ouvir nas ruas, mas nem assim, os iluminados governantes socialistas e seus apoiantes locais utilizaram os órgãos auditivos, para ouvir. A reacção foi dizer que quem se manifesta tem interesses e privilégios que os outros não têm. E mais uma vez ocorreram manifestações um pouco por todo o país, a luta fez-se ouvir. Como os nossos governantes socialistas não ouvem, o povo e os trabalhadores em geral, os trabalhadores da administração pública, no dia 15 de Julho vão fazer uma Greve Nacional. Greve em defesa dos direitos dos trabalhadores e das populações, porque serve também para alertar que estão em riscos serviços públicos que se sabe que o P.S. quer privatizar. Veja-se o caso da água. O governo já afirmou que quer privatizar mais serviços relacionados com a água. Isto não é novo, e tem implicações com o poder local. Em Setúbal, a gestão da água no tempo da trágica governação socialista da Câmara de Setúbal, que para além de endividar a Câmara, fez um ataque aos serviços públicos que teve expoente máximo com a privatização da água e criação da empresa Águas do Sado. O resultado disto foi que os trabalhadores do sector foram fortemente prejudicados, perdendo direitos, e as populações viram aumentar o preço de um bem essencial de uma forma brutal, sem que a qualidade do mesmo aumentasse, antes pelo contrário. Estes motivos são muito fortes para que se marque uma greve nacional, a greve, ou melhor, o grito de revolta de muitos portugueses, é o último recurso para se fazerem ouvir, e era tão fácil de ouvir, porque o que dizemos é que queremos outra política que não prejudique sempre os mesmos e dê benesses aos do costume.
Nuno Cavaco
Militante do Partido Comunista Português














