“Arestas de Vento”Por Ricardo Cardoso

Por Jornal Rostos
"Como se explica que, à medida que a tecnologia avança, a área ardida aumente em vez de diminuir? É um mistério."
Editorial Expresso, 13-08-05
Agora digo eu: Passar trinta e tantos anos a tolerar a incompetência das agendas partidárias animadas por telenovelas tipo Fátima Felgueiras e por figuras de plástico que só voltam a falar de incêndios para o ano (é pá! Calma lá que eu sou democrático e os meus cravos na lapela não se esgotaram com a declarada extinção do PREC) é de tirar a pachorra ao mais tranquilo dos citadinos.
Sem esquecer um outro incêndio total e taciturno: A subida do preço do barril de petróleo para 65 dólares obrigará cada português a pagar a mais pelo petróleo uns 200 euros por ano.
Como é possível acreditar na classe dominante? A blasfémia intrujona semeada em certas zonas de influência nacional leva à falta de dinheiro para assuntos
indispensáveis à população. Estes grupos de netos do antigamente não me pressagiam nada de salutar. E para que a profecia não aconteça é preciso destruir os modernos exércitos medievais que defendem, com ideias e armas, a crise dos pobres.
Até o Presidente Sampaio anda a amainar as populações com a oração da quietude?!!!
É por “esta” e por “outras” que se produzem as rotações sociais! Muitas vezes metamorfoses imprevistas, ásperas e cruentas nas classes sociais e no estado sem que a culpa estique solteira.
“QUEM COM FERROS MATA A FERROS MORRE” DIZ O POVO E COM RAZÃO
Se todos os que fazem de conta que são sérios na política quisessem falar verdade e não fazer promessas que não poderiam cumprir, não seriam, de certeza, difamados no dia a dia.
Por casualidade, estou a ouvir na telefonia, boas novas de uma outra matéria, também muito interessante: Estarão prestes a abrir (só não sei onde?!!!) inscrições para mais de cento e cinquenta mil postos de trabalho. Se “trabalho” for sinónimo de emprego autêntico o 25 de Abril, pelo menos, terá servido para alguma coisa. Podem descansar o espírito os arautos da alforria e do progresso...pois, não vai ser necessário, reanimar Salgueiro Maia, para tomar à má fila, a Assembleia da Republica. Os analistas de volumes encefálicos expressam que uma simples e refinada estalada à boca das urnas pode resolver absolutamente e cientificamente a dificuldade.
É muito verdade: Há fregueses que não conseguem disfarçar um ódio visceral por quem labora ou qualquer coisa que lembre a esquerda com lógica...
Um amigo do pensamento costuma lembrar o que os livros deixaram de perpetuar: As revoluções começam nas massas. Neste caso aproximado a parecidos não é preciso instrução, apoquentação, papeladas, canudos e Tribunais para um povo ter razão contra todos.
“ROSEIRA BRAVA ROSEIRA / BARCO SEM LEME NEM REMOS / ROSEIRA BRAVA É A VIDA / QUE AMARGAMENTE VIVEMOS”
Não custa lembrar o canto d’alma de José Labaredas e rebater a falta de cultura imperante...
A boa cidadania é o lugar onde concorrem os direitos de toda a gente! É a corrida dos culpados por dá cá aquela palha. É a radiografia mal tirada da imaturidade daqueles que não se reconhecem nos actos que jamais praticam?!!! A écharpe da sociedade tutelada e contida é uma bufa.
Mas há mais... Será que Fidel Castro, ao não aceitar tornar-se rasca, medíocre e cortês, em Cuba, conseguiu dar a todas as crianças da escola assistência médica de qualidade?
Há quem desenvolva que sim...
Desenvolva?
E lá vai alho:
-Para que serve uma democracia sem qualidade de vida para as suas criaturas???
Pois! Pois! É a resposta amolecida e bafienta que provoca tédio colectivo. A alienação permanente nunca foi excelente conselheira. E anda tudo algo afastado a diferentes graus, como se o país não fosse nosso...mas, daqueles que descobriram, por entre um choque cambial e uma perda de identidade cultural, o caminho terrestre para a Europa unida.
RC














