“O POVO É SERENO”Por Ricardo Cardoso
Por Jornal Rostos
Na semana passada fui surpreendido, pela positiva, com a edição de um artigo no jornal digital “ROSTOS”, marcado pelo seguinte e inspirado titulo:
““A DOROTEIA ENCONTROU A SUA ESTRELA NUMA TARDE DE SUCESSO NO CINE TEATRO S. JOÃO EM PALMELA”
Sempre que somos capazes, através da imprensa, de evidenciar o que a sociedade, no seu todo, tem de bom, sem termos vergonha de ser acusados de judas pelos incomodados do regime, estamos… com nobreza e sem constrangimento… a exibir sentimentos… na via aberta… para uma vida melhor. Tristes, aqueles que no acontecer da pena transformam importância em desapego. Que falta de correlação social e cuidado cultural.
Palavras sabedoras do escriba e livre-pensador Amílcar Machado: ”…O MEDO INSTALOU-SE E IMPLANTOU-SE COM VEEMÊNCIA NA NOSSA SOCIEDADE, PROLIFERANDO UM SENTIMENTO DE INQUIETAÇÃO E TEMOR MÓRBIDO” …
Sempre que somos capazes de patentear o que temos de bom, sem termos vergonha de ser acusados de fragilidade, talvez possamos vencer o medo e, com certeza, percorrer a tal via verde para uma cidade melhor… naturalmente… com a vida e com a sociedade de interesses… sem que “ela” (metrópole insurgente) nos imponha a sua dura realidade… tantas vezes maledicente, invejosa e egoísta. Tal como no “mundo mágico de oz”… acabamos por perceber… a causa de alguns porquês?!!!
Não basta dizer que está na moda dizer mal da política e da mobília! Se a política e a mobília fizeram parte da mesma retractação há que tornar exacto o ditado “cá se fazem cá se pagam”, se não for o caso…é urgente separar a casa do metediço vendedor de banha da cobra e, cantar a tal canção: “A MIM NÃO ENGANAS TU”.
Aqui fica uma boa pergunta a merecer longos mestrados na eficiência da resposta: Será a inveja um expediente cagarola?
Vem isto a propósito da postura irritada de algumas figurinhas a martelo… ligadas… directa ou indirectamente… “AO COSTADO DO IMPÉRIO KOLTURAL” … que, a coberto do público… destilaram inveja por tudo aquilo de bonito que aconteceu no palco do Cine Teatro S. João, em Palmela, durante o 10º Festival da Canção Infanto-juvenil. Enfim, uma pequena tristeza no meio de uma enorme alegria colectiva. Com gente desse quilate como é que?
Raios! Será que… no Portugal “local”… não pertencer… a uma parte “onomástica” do canteiro alicerçado em gás fatal… é crime… de lesa propriedade “alheia”?
Se é bem verdade que, trazer para o quotidiano e para a cultura, problemas por resolver é… péssimo…para a saúde individual e colectiva…também é bem verdade que, trazer à ribalta, o seguinte poema da poetisa ALEXANDRINA PEREIRA para além de ser reconfortante, é um acto, no estado puro, contra a perversão e degradação moral daqueles que permanecem sentados e, mal vestidos, pelas camisolas do vizinho e, pior… muito pior… sem pagar a conta:
“DEZ ANOS DE SONHO E MAGIA”
O sonho pode alcançar a distância de uma estrela
E por momentos sonhar que um príncipe vai encontrar
Como encontrou a Cinderela.
Porque a vida pode ser o sonho que mora em nós
E também a fantasia que aparece por magia
No Feiticeiro do Oz.
De vez em quando a verdade gosta de se esconder
E o Pinóquio a mentir começa logo a sentir
O seu nariz a crescer.
A Bela e o Monstro moram na nossa imaginação
A história só quer mostrar que a beleza deve estar
Cá dentro do coração.
E porque há sempre um momento em que a tristeza domina
Há a saudade que dói, incertezas e porquês,
Era uma vez… uma menina.
Deixamos o tempo passar e nas teias da saudade
Lá voltamos a sonhar
Na Pousada da Amizade.
Demos as mãos, fizemos do sonho o maior dom
Como um doce despertar ouvimos alguém chamar:
Meu querido príncipe! Que bom!
Ah, mas o palco pedia mais amor… dedicação…
E sem pedir nada em troca
Brincámos com as ternuras
E as aventuras de Ronron e Fofoca.
Suprema essa vontade, em ser feliz e fazer
Do dia a dia uma festa,
E a coragem nunca falta, trouxemos para a Ribalta
Era uma vez… na floresta!
E assim passaram dez anos…
Tanto tempo em que a magia deu ao sonho alma e voz.
E quando o pano fechar, voltaremos a sonhar
No” MUNDO MÁGICO DE OZ”.
Como escrevi, é um belo poema de uma das poetisas mais inspiradas da nossa praça “Alexandrina Pereira” e, foi construído, com o barro dos dez anos de teatro (por muito que custe a ocupados oficiais e desligados oficiosos do regimento), do Grupo de Animação e Teatro Espelho Mágico.
RICARDO CARDOSO














