PROTOCOLO DE QUIOTOPor Paulo Marques
Por Jornal Rostos
A serem verdadeiras as recentes declarações do candidato presidencial Francisco Louçã no passado dia 29/11, e eu acredito de boa fé na sua palavra e até estou à vontade para expressar a minha opinião pois este nem sequer é o candidato em quem penso votar, de que a partir de 2008, Portugal «poderá ter de pagar entre 1500 a dois mil milhões de euros para comprar licenças de emissão excessiva a outros países» que não ultrapassem os níveis máximos definidos pelo Protocolo de Quioto.
Mais, estando o nosso país «hoje 16% acima dos níveis a que se comprometeu» quando assinou o referido protocolo em 1997, o que nos obrigará a «pagar o equivalente aos custos de três anos de SCUTS ou duas a quatro vezes a parte pública do investimento na Ota», como afirmou Louçã em campanha (Diário de Notícias de 29/11).
Interrogo-me eu, simples cidadão contribuinte, como é que políticos incompetentes e irresponsáveis que têm assumido os desígnios da nação nos últimos anos, em governos sucessivos ora do PS ora do PSD (algumas vezes em coligação com o CDS), nos deixam chegar a uma situação limite destas, sem que tivessem adoptado políticas ambientais preventivas no sentido de consciencializar, fazer cumprir e fiscalizar eventuais infracções à lei e se dão ao luxo de desbaratar os recursos económicos dum país pobre e supostamente em crise, pagando para poluir o ambiente?
Paulo Marques
Barreiro














