Saltar para o conteúdo
Quotidianos

METAMORFOSE DA MINORIAPor Miguel Amado *

“Mas a demonstração do total desconhecimento da realidade social e económica do concelho, a par da retórica da demagogia, é um sinal preocupante para a sociedade barreirense que, neste período de crise nacional, se deve manter unida na defesa dos seus objectivos comuns. É pois necessário que, de forma clara, simples e sem demagogias, se esclareça o resultado deste tipo de atitude para a nossa sociedade barreirense.”

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

Iniciados os trabalhos na nova Assembleia Municipal do Barreiro de imediato se assistiu, como seria natural que acontecesse, a diferentes tomadas de posições e protagonismos.
Pôde-se confirmar que pela falta de argumentos, o resultado foi o levar dos assuntos para outros foros, um dos quais proporcionou a possibilidade de leitura dum comunicado da “… força que melhor estudou o assunto …” que pelo seu conteúdo depressa nos fez lembrar o dito popular água benta cada um toma a que quer.

Não obstante este facto, verifica-se que estamos perante uma esforçada tentativa que a “renovada” extrema-esquerda tenta dar de si própria como defensora de minorias, mas que por não consistente rapidamente deixa transparecer uma falta de realismo inerente àqueles que nem sabem nem têm de fazer, pelo que sentem tudo poder propor.

Por outro lado as posições tomadas deixam transparecer um laivo de extremismo quase que “revoltoso”, e algo perigoso para um estado democrático e que a maioria de todos os portugueses quer que se mantenha.
Essas tomadas de posição, pela forma e conteúdo, apenas tem conseguido cativar aqueles que por distraídos não se recordam já dos períodos mais agitados do pós-revolução que certas forças politicas tentaram impor ao país.
A postura pregante de frases feitas e sensos comuns, tende a esconder a falsa metamorfose da extrema-esquerda, que a aglutinação pretende apresentar como a nova e reunida extrema-esquerda.

No entanto, a realidade do ímpeto penalizador e algo de menos justo rapidamente vem ao cimo, seja pela defesa da discriminação de freguesias em que a população sofre com a falta de qualidade de vida, seja com os complexos face aqueles que com o seu trabalho, alcançaram algo que podem rentabilizar. A esses a “… força que melhor estudou o assunto …” chama-lhe especuladores. Nada de mais errado e injusto para todos aqueles que responsavelmente tem gerido a sua vida com rigor e trabalho.
Mas a demonstração do total desconhecimento da realidade social e económica do concelho, a par da retórica da demagogia, é um sinal preocupante para a sociedade barreirense que, neste período de crise nacional, se deve manter unida na defesa dos seus objectivos comuns. É pois necessário que, de forma clara, simples e sem demagogias, se esclareça o resultado deste tipo de atitude para a nossa sociedade barreirense.

É um risco que a pretexto de coisas sérias, se tente criar ilusões que não possuem qualquer possibilidade de aplicação real e só contribuem para o alimentar de tensões e extremismos, por parte dos que parecem não conseguir coabitar com a diferença e o direito à opinião.
Concluo referindo que a diferença na representatividade é algo que a democracia nos trouxe a todos, e que é com seriedade e verdade que devemos corresponder no desenvolvimento da nossa actividade politica em prol das pessoas.

Miguel Amado
* Líder do Grupo do PSD na Assembleia Municipal do Barreiro

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção