“NÃO MATEM O PAI NATAL”Por Ricardo Cardoso
Por Jornal Rostos
Em nome dos que dormem ao relento
Numa cama de chuva com lençóis de vento
O sono da miséria, terrível e profundo,
Em nome dos teus filhos que esqueceste,
Filho de Deus que nunca mais nasceste,
Volta outra vez ao mundo! (Kyrie)
Serve esta pequena parte de um poema de José Carlos Ary dos Santos, para dizer à sociedade global, pintada pela cortês, educada e acastelada “História da Civilização” de cinzento feio que ainda não é tarde para viver o Natal na simplicidade da paz da justiça e da liberdade. Cada cidadão do mundo tem em si (desde o nascimento) o “ESPÍRITO SAGRADO” do amor que tudo transforma envolve e alimenta. Li o seguinte num apontamento de Eugénio da Fonseca – Presidente da Caritas: NATAL É O AMOR QUE CHEGA... e curiosamente… percebi… o alcance das palavras escritas por Salome Joanaz e enviadas por carta… para este vosso amigo… pelo escriba do mundo Luís Artur de Sousa.
"O Pai Natal não existe!", diz a rir a Lídia, uma menina adorável de 6 anos. A sua expressão de certeza absoluta faz sorrir o mais sério dos homens. "É uma maluca", diz a mãe a desculpá-la. "Não existe. É o meu pai e a minha mãe", adianta com uma expressão clara e decidida. Mas o que a Lídia não sabe e também ninguém lhe soube explicar, nem mesmo o pai católico praticante, é que o Pai Natal como o conhecemos hoje foi inventado na grande América, mas o antigo, aquele que apareceu no início da era cristã, era de carne e osso e chamava-se Nicolau. Tinha uma família como toda a gente, e uma casa, amigos e vizinhos. Esse homem celebrizado pela sua extrema bondade e generosidade para com todos os que tinham necessidades oferecia presentes a muitas pessoas, especialmente às crianças. Um dia a Lídia irá compreender a história e irá até procurá-la pelos seus próprios meios para a poder contar a seus filhos. Mas até lá vai continuando a dizer, embora com uma certeza pouco certa que "ele não existe". Existem pois as suas memórias, a sua presença no século IV, a sua ligação à igreja enquanto bispo, as suas acções enquanto homem. Mas para que se saiba quem foi o pai dos muitos Pais Natal que hoje encontramos por todo lado, aqui fica um pouco de história. Só espero que um dia a Lídia possa ler este texto e aperceber-se que foi escrito para ela, e para que ela o pudesse ler aos seus filhos.”
Moral deste meu apanhado: Todos sabemos que o Pai Natal não pode nem deve ser posto, entre adultos, no lugar de Jesus Cristo…contudo…entre crianças ricas e pobres que “sonham” (?!!!) meu Deus… é parte integrante da magia do Natal. Não considero um gesto Cristão afastar o Pai Natal das festas Natalícias! Estar em sintonia com esta “fundamentalista” exclusão é um exagero praticado por quem (de mim falo) possivelmente já esqueceu que foi criança. Por outro lado falar em Dezembro é, efectivamente, falar do Natal. E apesar do lugar comum é impossível não associar esta quadra à família ao nascimento e à vida… contudo… é bom entender o significado da consoada quando não há dinheiro nem para couves nem para bacalhau. E mais aceitar na mesma mesa, como semelhantes, doentes com sida, gente sem abrigo e muitos outros que a sociedade dos perfeitinhos “preconceitos” condenou!...
FELIZ NATAL 2005 PARA TODOS!!!
RICARDO CARDOSO














