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Defender o ambiente e as populações é sinónimo da defesa e modernização da Linha do SadoPor Nuno Miguel Fialho Cavaco

A defesa do transporte público ferroviário é concretamente a exigência da electrificação da linha do Sado na sua totalidade, da criação de horários que se ajustem às necessidades das pessoas e que consigam articular o transporte ferroviário com outros meios de transporte público de forma a garantir a intermodalidade.

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Defender o ambiente e as populações é sinónimo da defesa e modernização da Linha do Sado Por Nuno Miguel Fialho Cavaco

Por Jornal Rostos

Estamos em pleno séc. XXI, a ciência abre-nos a porta da melhoria da qualidade de vida, as sociedades evoluem e os cidadãos tomam consciência de que a coesão social passa pelo combate a todos os tipos de exclusão. Uma das formas mais acentuadas de exclusão é a falta de acessibilidades e mobilidade, quer na realidade física, quer na realidade virtual.
Mário Lino, Ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações assume a mobilidade nos seus discursos, como uma das suas principais preocupações, referindo que se deve tomar opções por modos de transporte menos agressivos para o ambiente. Afirma também, que se deve adoptar preferencialmente o transporte ferroviário e marítimo face ao transporte rodoviário.
Estas posições deviam conduzir o senhor ministro na melhoria do transporte colectivo e na sua intermodalidade nestas duas vertentes. Contextualizando as posições do Sr. Ministro na nossa Península de Setúbal, não é difícil de perceber que os comboios da Linha do Sado devem assumir um papel preponderante na mobilidade das pessoas, garantindo o referido transporte colectivo. Para além disso, a ferrovia é muito eficaz em termos de tempo e custo no transporte de mercadorias, o que é fundamental na defesa e incremento do tecido produtivo.

No entanto a Linha do Sado não tem sido uma das apostas dos nossos governantes. A sua modernização tem levado anos e anos a fio e continua a passo de caracol, enquanto que projectos como o TGV se desenvolvem vertiginosamente.
Aqui surge uma grande contradição entre o que se afirma e o que realmente se faz. Como os membros da Sub-Comissão de Trabalhadores da C.P. afirmam, a situação complicada que se gerou com o fecho das bilheteiras nas estações, com a falta de articulação entre os horários dos comboios e transportes fluviais, conjuntamente com o atraso na modernização da linha do Sado, levantam novos problemas ao colocarem em causa muitos postos de trabalho e a mobilidade das pessoas, pelo que o transporte ferroviário de qualidade deve ser defendido não só por trabalhadores, mas por todos nós.
A defesa do transporte público ferroviário é concretamente a exigência da electrificação da linha do Sado na sua totalidade, da criação de horários que se ajustem às necessidades das pessoas e que consigam articular o transporte ferroviário com outros meios de transporte público de forma a garantir a intermodalidade.
É lutar contra a gradual privatização, que sem dúvida vai gerar uma escalada dos preços, com diminuição da qualidade do transporte e das condições de trabalho. A defesa do transporte público ferroviário deve ser uma das preocupações de quem se preocupa com o ambiente e com a defesa das populações, não deve ser feita única e exclusivamente pelos trabalhadores do sector, mas por todos nós.

Nuno Miguel Fialho Cavaco
Militante do Partido Comunista Português

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