Que falta de tactoPor Severo de Almeida
Por Jornal Rostos
Cometeu a camarada Amélia Antunes alguma falta de tamanha gravidade que leve a que apareçam tantos puros a querer apeá-la de Presidente da Federação Distrital de Setúbal.
Acaso a sua actuação passada e presente descridibilizou o nosso Partido?
Acaso consta que a mesma se tenha servido do Partido para qualquer vantagem pessoal durante o seu já longo percurso político
Não foi com ela que o nosso partido consegui nas últimas eleições em Montijo mais uma maioria absoluta na sua autarquia ( a 3ª. Consecutiva) , facto inédito conseguido pelo nosso partido no distrito de Setúbal e também a partir de Lisboa, inclusive, para o Sul do país, onde ao que consta só pontualmente a CDU conseguiu alguns feitos semelhantes.
Não foi durante o seu mandato que o distrito de Setúbal contribuiu para a esmagadora maioria absoluta que levou o nosso Partido à governação?
Dos confins do Alentejo, onde passo largas temporadas, mas mantendo-me eleitor para a escolha dos órgãos federativas do distrito de Setúbal, não posso deixar de me interrogar sobre o que leva a este frenesim.
E vejo por aí muita gente que nunca se submeteu nominalmente a eleições e outros que quando o fizeram não obtiveram qualquer sucesso, outros ainda que submetidos a sufrágio á sombra da capa do partido foram eleitos e após se arrastarem no cumprimento de um simples mandato foram logo rejeitados pelas populações.
A ninguém passa sem registo ser o distrito de Setúbal o único onde existem duas listas a concorrer à Federação distrital e ainda mais com a carga de ser um camarada que apenas aqui entrou como candidato a deputado pela quota do Secretariado Nacional, que agora se propõe ser adversário da actual presidente .
Não havia entre as figuras de proa do distrito, hoje refastelados nos mais variados lugares de topo, quem fosse capaz de enfrentar Amélia Antunes, uma vez que consideravam que o seu mandato e continuidade seriam tão perniciosos para se manterem nos altos cargos que hoje desempenham
É tão difícil dar a cara quando não se tem um percurso sedimentado na transparência, mas apenas e, quase sempre, alicerçado no compadrio!
Conheci o camarada Vítor Ramalho, durante um encontro, por ele agendado, da Direcção do Sindicato dos Trabalhadores dos Imposto com o Presidente Mário Soares, e juízo que na altura dele fizemos e o seu percurso posterior que sempre seguimos levaram-nos a considerá-lo sempre um dos nossos, por isso não posso deixar de lamentar vê-lo envolvido em todo este nebuloso processo.
A política não se faz com a mistura de muitos sangues, mas sim com o apuramento dos mais puros, a justificação encontramo-la na actuação do governo e no dia a dia Engenheiro José Sócrates, que já demonstrou que é preciso transparência e credibilidade e não malabarismos que visam a defesa de situações pessoais alcançadas, não por mérito, mas por se estar integrado nos jogos que fazem com que cada vez mais os cidadãos se afastem e desconfiem dos políticos.
Hoje no distrito de Setúbal, depois dos percursos conhecidos, ninguém engana ninguém e todos sabem quem é quem, por isso se necessário é preciso que urgentemente se passe a mensagem a Lisboa.
Severo V.E. de Almeida
Militante n.º. 91














