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Quotidianos

Dia das Mulheres, das Crianças e dos HomensPor Manuela Fonseca

Uma bola na mão e no pé: com o Futebol Clube Barreirense, no próximo Domingo, dia 19: às quinze horas, no Estádio Manuel de Melo, o futebol sénior: a Liga de Honra precisa do Barreirense para o seu próprio prestígio; o Barreiro, até por uma questão de visibilidade, já enunciada no primeiro parágrafo, do Futebol Clube Barreirense nesse escalão competitivo.

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Dia das Mulheres, das Crianças e dos Homens Por Manuela Fonseca

Por Jornal Rostos

Agosto de 2005: chego com a família, em férias de Verão, a um dos mais conhecidos Concelhos do país, Albufeira, cidade de referência, para o bem e para o mal, da nossa vida económica. Ouvindo um dos meus filhos, no acto de apresentação de documentos no hotel que nos acolheu, um rapaz perguntou-lhe:”Barreiro? Onde fica essa terra?”. Nem queríamos acreditar na pergunta! A questão levou-nos à discussão interessante acerca da necessidade de estudo certamente mais motivador da História e da Geografia de Portugal e, vá lá, de maior afirmação da nossa cidade nas várias vertentes que a fazem!

Albufeira em cuja estação ferroviária parei um dia, pela mão dos meus pais e indicação de pediatra ilustre, o saudoso Dr. Luís Cabrita, por ter tido a possibilidade de viajar a custo zero ou reduzido, usufruindo do comboio, regalia falsa que substituía os salários a que, pelo labor empenhado, teriam direito os ferroviários com direitos sempre sonegados por dirigentes conotados com a ditadura.

Albufeira que, a partir dessa data longínqua de 1954, vi crescer e tornar-se, para o bem e para o mal, uma referência do turismo em Portugal. Hoje cidade à qual, sempre que posso, volto e onde espero passar temporadas quando, lá para os oitenta anos, o Governo da altura se dignar reformar-me (mas este é assunto para outro texto, para muitos textos, meus e de outrem a propósito da gestão educativa do país, do abuso do poder sobre a saúde dos professores veteranos ou menos robustos e dos que, formados como docentes, têm como ofensa à dignidade e espectro trabalho precário ou desemprego num país que tanto precisa de formação escolar!).

Albufeira em 1954, as fotografias que um senhor, artista de Lisboa, Quintela, se me recordo de como se chamava, me tirou, ainda hoje no meu primeiro álbum, os cabelitos loiros, um vestidinho que as madrinhas me tinham feito, mãos hábeis que não herdei, a partir da cópia de um, visto num estabelecimento comercial da Baixa de Lisboa, célebre na altura, onde uma criação visual figurava um africano a carregar caixas (“malhas que o Império teceu” das quais, felizmente nos vamos libertando), a lembrar o que, na vida real, a “Europa” (sim, colocada entre aspas, justamente, pelo Doutor Vasco Pulido Valente nas lições que nos dá no jornal Público) fez, por esse Mundo, em actos de rapina, banditismo e escravatura.

Uma bola leve na mão, símbolo do amor que desde pequena tenho às actividades desportivas, elementos de cultura, entre muitos outros, que me alimentam a personalidade. Desde então até agora quantas competições me têm deliciado, entristecido, motivado, sempre num interesse apaixonado, motivador até de estudo e reflexão nos últimos anos?! Uma bola na mão e no pé: com o Futebol Clube Barreirense, no próximo Domingo, dia 19: às quinze horas, no Estádio Manuel de Melo, o futebol sénior: a Liga de Honra precisa do Barreirense para o seu próprio prestígio; o Barreiro, até por uma questão de visibilidade, já enunciada no primeiro parágrafo, do Futebol Clube Barreirense nesse escalão competitivo.

Todos ao Manuel de Melo, então, com senhoras e menores isentos de pagamento! Todos no apoio ao segundo clube do Distrito (agora que o primeiro, o Vitória de Setúbal, volta a prestigiar-nos com nova presença, e consecutiva, na meia-final da Taça de Portugal), numa tarde que se quer de festa, com respeito pelas equipas de arbitragem e adversária, a da Associação Desportiva Ovarense, sem nomes indecentes para essas pessoas e os parentes chegados (esposas, pais e mães); não à violência verbal! O meu amigo Rui (“Teté”) Barrenho encarregar-se-á, com as claques, de fazer ouvir palavras que coloquem, no futebol, o Barreiro e o Barreirense no plano de elevação a que o basquetebol já habituou todos, mostrada nos canais televisivos, e considerada exemplar pela generalidade dos órgãos de comunicação social.

Depois deste jogo, que será ganho com o profissionalismo dos intervenientes directos (a propósito: treinador Ferreirinha, obrigada pela justiça que fez, em entrevista muito mediática, à honradez do FCB no cumprimento dos deveres salariais e pelo entusiasmo posto nos jogos que, do banco dos responsáveis, nos contagia!), ajudados pelo 12.º jogador, nós, lanche e a caminho da Cidade Sol e do Pavilhão Luís de Carvalho! A Taça de Portugal e o prélio com a Lusitânia Angra Património Mundial poderão dar-nos a esperança de, ainda nesta época, atingirmos patamares mais elevados que já foram do Barreirense na modalidade de basquetebol; a entrada será gratuita. Com as obras de embelezamento da Avenida Alfredo da Silva e ruas limítrofes perto da conclusão, andaremos mais depressa até aos transportes que nos levarão até lá. Um dia para os dois géneros e todas as idades, inesquecível, tendo o Barreirense e o Barreiro com pretexto. Que fique na História das nossa estórias! Sobretudo pelo civismo.

Como, em 8 do corrente, li as mensagens que cavalheiros dedicaram a todas a mulheres, no dia em que são mais lembradas, as dos jornalistas Zé Encarnação e Sousa Pereira, do Engenheiro Joaquim Muxagata nas habilidades informáticas que construiu para as senhoras no seu computador da Escola Superior de Tecnologia, e considerando que Domingo é Dia do Pai e, portanto, de todos nós, façamos dele uma data inesquecível! Por mim, vou dedicá-lo aos homens, mulheres e crianças da minha casa, da minha cidade. Para o Sr. Manuel Lopes, Presidente do Barreirense, o Dr. Paulo Pardana, no futebol, o Dr. Paulo Calhau e o Sr. Renato Covas, no basquetebol e para todos os que, neste clube, elegi por confiar neles, um cumprimento especial. E junto outros aos meus afectos, irmãos e irmãs espirituais que simbolizo num deles, Cabós Gonçalves, com um apelo: sai daí para outras iniciativas! Mas não venhas a correr!...

Manuela Fonseca

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