“Por um Barreirense mais participado”Por Paulo Calhau
Este é um Barreirense dividido, entre dirigentes (eleitos) e dirigidos (eleitores), sujeitos activos (poucos) e passivos (imensos).
Este não é o Barreirense de outros tempos: o Barreirense solidário e participado que lhe deu pujança e confiança, ambição e tradição.

Por Jornal Rostos
Domingo, fim de tarde no Barreiro.
Desoladora assistência no D. Manuel de Mello, para presenciar o primeiro jogo caseiro do Barreirense na época 2006-2007 do Campeonato Nacional da 2ª Divisão - Série D.
A segunda derrota em outros tantos jogos, foi mal aceite pelos adeptos locais, atordoados por um mau resultado e uma exibição indescritível.
Como é habitual nestes casos, num país de imensa iliteracia e reduzida cultura desportiva, as críticas aos primeiros “responsáveis” surgiram céleres e desabridas.
Treinador (Paulo Torres) e Presidente (Manuel Lopes) foram prontamente invectivados.
Alheados e insensíveis, na sua maioria, ao que se passa no seu clube, os associados do Barreirense julgam que o seu dever único é o pagamento regular da respectiva quota tendo, consequentemente o direito supostamente legítimo de denegrir e vilipendiar tudo e todos.
Distante dos associados, pouco aberta à divulgação dos projectos de infra-estruturas em curso e do projecto (?) de Barreirense que preconiza, a sua Direcção parece errática e reincidente na incapacidade de compreender que a força e vitalidade deste clube quase centenário está na sua massa de associados, adeptos e simpatizantes.
Este é um Barreirense dividido, entre dirigentes (eleitos) e dirigidos (eleitores), sujeitos activos (poucos) e passivos (imensos).
Este não é o Barreirense de outros tempos: o Barreirense solidário e participado que lhe deu pujança e confiança, ambição e tradição.
As culpas de tudo isto? Repartidas...
As responsabilidades de cada um e de todos nós? Raramente assumidas…
Será que queremos mudar?
Será que seremos capazes de mudar?
Será que vamos mudar?
Paulo Calhau
Sócio nº 315 do FC Barreirense














