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Quotidianos

5 de OutubroPor Luís Pedro Gonçalves

Não recordar convenientemente o 5 de Outubro é esquecer não só a revolução em si, em que conquistamos o direito de escolher os nossos líderes, como uma série de Direitos Fundamentais, que hoje temos como um dado adquirido, mas que foram a muito custo conquistados nessa altura.

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5 de Outubro Por Luís Pedro Gonçalves

Por Jornal Rostos

Feriados! O que significam?
Segundo o estabelecido pelo Dicionário da língua portuguesa, não é mais do que um dia consagrado ao descanso, basicamente um dia em que não se trabalha. Contudo, devem os feriados ser meros dias de descanso, sem que nos preocupemos em ao menos saber o que estes significam, sem nem assinalar ou ligar ao significado dessa data? Não me parece…
Todos nós temos a obrigação de, pelo menos, reflectirmos sobre a origem destes, o que representam, a sua importância, bem como de transmitir às sucessivas gerações o porquê de um determinado dia ser feriado.
Assim, o que significa o 5 de Outubro? De uma forma simplista poderemos dizer que é o dia da Implantação da República. Mas é também redutor, e mais do que isso injusto! Injusto para homens como Cândido dos Reis, Teófilo Braga, Miguel Bombarda, Bernardino Machado, Afonso Costa, António José de Almeida e Manuel de Arriaga entre tantos outros, que nos deixaram um legado extremamente importante.
Não recordar convenientemente o 5 de Outubro é esquecer não só a revolução em si, em que conquistamos o direito de escolher os nossos líderes, como uma série de Direitos Fundamentais, que hoje temos como um dado adquirido, mas que foram a muito custo conquistados nessa altura. Vejamos:
Regulamentação do horário de trabalho (em que foi estabelecido um dia de descanso semanal obrigatório para todos os assalariados)
A criação das primeiras maternidades
A obrigatoriedade casamento civil e a regulamentação do divórcio em igualdade de condições para ambos os sexos.
A liberdade de consciência, religião e de culto;
 O laicismo no ensino;
 O Direito à Greve.
Mais conquistas haveria a assinalar, mas acho que já fica uma ideia do legado destes homens e desta Revolução. Legado que nos cabe honrar e lembrar para melhor construir o nosso futuro. Porque é a nos que cabe construí-lo. E já agora, pegar num pouco da coragem que estes homens demonstraram para também nós fazermos do futuro das nossas gerações algo um pouco melhor. O futuro é o que fazemos dele.

Luis Pedro Gonçalves
(Estudante universitário)

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