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Quotidianos

Professores enfrentam Outono quentePor João Medeiros

O concurso 2006/07, “organizado” pelo ME, caracterizou-se por milhares de horários ”guardados”, ultrapassagens e atropelos à lista nacional, convites telefónicos pessoais pelas DRE’s, e - resultado da nova legislação “socialista” de prolongamentos de horário - contratações selvagens por particulares e autarquias. Casos houve que estas procederam a autênticos leilões salariais junto dos candidatos, chegando-se deste modo a valores de 4 e até 2,5 euros/hora para remunerar as actividades docentes de enriquecimento e extra-curricular. Apesar das inócuas denúncias dos sindicatos, esta exploração miserável da ampla bolsa de mão-de-obra qualificada tende a generalizar-se no nosso país.

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Por Jornal Rostos

Praticamente concluído mais um concurso nacional de professores, os números sindicais apontam para mais de 40 mil professores a aguardar colocação improvável, suspensos no site da DGHRE que publica semanalmente as colocações cíclicas. São vidas precárias para as quais, em cada Setembro, os contornos do futuro mudam, começando logo no dia 1 a corrida aos Centros de Emprego. Para quem já não tem direito ao subsídio resta a caça ao biscate e a luta pela sobrevivência... até ao concurso do ano seguinte.
O concurso 2006/07, “organizado” pelo ME, caracterizou-se por milhares de horários ”guardados”, ultrapassagens e atropelos à lista nacional, convites telefónicos pessoais pelas DRE’s, e - resultado da nova legislação “socialista” de prolongamentos de horário - contratações selvagens por particulares e autarquias. Casos houve que estas procederam a autênticos leilões salariais junto dos candidatos, chegando-se deste modo a valores de 4 e até 2,5 euros/hora para remunerar as actividades docentes de enriquecimento e extra-curricular. Apesar das inócuas denúncias dos sindicatos, esta exploração miserável da ampla bolsa de mão-de-obra qualificada tende a generalizar-se no nosso país.
Complementando este quadro negro, e obedecendo a critérios de desinvestimento no Ensino Público, o governo/ME aprovará em fins de Outubro um novo estatuto da carreira (ECD) que, abolindo a negociação colectiva, impedirá a progressão normal e introduzirá duas categorias profissionais (o “simples“ professor e o professor-titular) o que gerará cadeias hierárquicas mais rígidas e absolutamente estanques, propiciadoras de uma maior domesticação das escolas e dos trabalhadores da Educação. Segundo cálculos da FENPROF, com este novo ECD os professores sofrerão perdas salariais globais entre 5 mil e 300 mil euros!
Perante mais estes ataques, exige-se:

- a convocação de uma conferência nacional de quadros sindicais, com delegados eleitos, que aprove um plano global de lutas que, em crescendo, culmine em vários dias de greve contra esta proposta de ECD e da legislação avulsa ofensiva dos direitos conquistados;

- um referendo à classe acerca do novo ECD, aos resultados obtidos e à continuação da luta depois de Novembro de 2006.

BASTA DE HUMILHAÇÃO!
TODOS À GREVE NAS PRÓXIMAS TERÇA E QUARTA-FEIRA!

João Medeiros

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