Fartai vilanagem…Por Mário Durval

Por Jornal Rostos
O ministro Correia de Campos perdeu a noção da decência tão entretido que anda a fazer contabilidade no ministério. E perguntarão os leitores: Não compete ao Ministro fazer contas? O problema é quando o Ministro só faz contas….
Então, quando o Ministro só faz contas, deixam de existir as pessoas. E deixa de existir ética. Não há ética quando se vai buscar dinheiro aos mais necessitados para dar aos que menos necessitam. A lógica da solidariedade, feita através dos impostos é a de tributar quem mais tem para distribuir por todos, e/ou pôr à disposição da comunidade para usufruto sem discriminações.
É científica e tecnicamente demonstrado que a doença não se distribui de igual forma por todos os cidadãos. Que essa distribuição da doença afecta mais prematuramente e em maior quantidade e intensidade os que têm menor estatuto socio-económico, que por isso mesmo a esperança de vida acompanha a escala social, tendo mais esperança de vida os grandes detentores de poder económico e social, e morrendo mais cedo os rurais indiferenciados. É, por isso, da mais elementar justiça que não se vão buscar mais taxas a quem está doente pois essa medida afecta, mais uma vez, os mais pobres, pois são os que adoecem mais.
Mas é uma constante destes governos que temos tido: tirar aos pobres para dar aos ricos. Mas mais grave é que cada vez mais é um grupo muito restrito de pessoas que beneficia das medidas, pois mesmo os grupos sociais acima da média estão em perda acelerada de poder de compra. Por outro lado vemos acumularem-se lucros incomensuráveis nas grandes corporações financeiras com os reflexos de vantagens financeiras para uma muito pequena minoria. É para estes que os governos governam. Sabemos pelos percursos posteriores de muitos ex-governantes que, afinal, também se governam…Pelo menos alguns!
Mário Durval – Concelhia do BE Barreiro
mariodurval@sapo.pt














