Saltar para o conteúdo
Quotidianos

PROFESSORES - PLANO DE ACÇÃO PRECISA-SEPor João Medeiros

Perante a posição de afrontamento assumida pelo ME, só resta ao Movimento Sindical Docente assumir corajosamente a ruptura, avançando, imediatamente, com um Referendo, entre todos os Professores, sobre o infame projecto de ECD apresentado pelo ME.

3 min de leitura

Por Jornal Rostos

No dia 5 de Outubro, mais de um quinto dos Professores portugueses, vindos de todo o País, marcharam em Lisboa, mostrando a todos – População, Comunicação Social, Governo, e Direcções Sindicais, que continuam a ser a Classe que, nos momentos decisivos, desmente os “teóricos” da ”desmobilização” e afirma a sua força - e a sua unidade.
Força e unidade que foram confirmadas pela massiva adesão à greve de 17 e 18 de Outubro.
Força e unidade que são indissociáveis da alegria e confiança na vitória que transbordaram na marcha do dia 5 de Outubro.
Força, unidade, alegria e confiança, que exigem, neste momento decisivo, iguais qualidades das Direcções Sindicais.

Conduzindo o Movimento Sindical Docente à Vitória numa luta que será – não tenhamos dúvidas – longa e dura.

Luta na qual, perante a posição de afrontamento assumida pelo ME, só resta ao Movimento Sindical Docente assumir corajosamente a ruptura, avançando, imediatamente, com um Referendo, entre todos os Professores, sobre o infame projecto de ECD apresentado pelo ME.

E preparando, a partir de agora, a greve às avaliações já para o primeiro período.

RPL fora do ME

Neste momento, e perante a ofensiva desbragada do Governo contra a Escola Pública e contra os direitos dos Professores, ofensiva que inclui o despedimento de muitos milhares de docentes contratados (a “Ministra” anunciou na AR, muito orgulhosa, que para o ano serão “corridos” mais 5 mil), é uma tarefa absolutamente indispensável – e patriótica – correr com o trio RPL( Rodrigues, Pedreira, Lemos) para fora do ME.

IX Congresso da FENPROF
Democracia – ou Faz-de-conta?

Em Abril do próximo ano, irá realizar-se, em Lisboa, o IX Congresso da FENPROF. Acontecimento que, nas circunstâncias actuais, se reveste de uma importância muito maior do que aquela que habitualmente já possui.
Por isso mesmo, só suscitam profunda inquietação os rumores, que começam a circular, segundo os quais alguns membros do SN da FENPROF defendem uma drástica diminuição (mais de 30%) do número de delegados eleitos e a redução da duração do Congresso para apenas 2 dias.
Entendamo-nos: Pretender transformar o Congresso num mero ritual de “fachada”, em que os delegados nada possam debater em profundidade, limitando-se a ratificar as decisões e os dirigentes “cozinhados” nos bastidores, não seria, nas circunstâncias actuais, apenas inconsciência. Seria uma atitude criminosa, que causaria gravíssimos danos à FENPROF e, mais importante do que tudo, aos Professores portugueses.

Plano de acção - Precisa-se

Desde sempre temos vindo a insistir na indispensabilidade da existência de Planos de Acção, democraticamente aprovados e rigorosamente aplicados, que confiram coerência estratégica à actuação da FENPROF.
É óbvio que, no momento actual, a necessidade desse Plano de Acção é mais indiscutível do que nunca.
Plano de acção, que terá de incluir um Referendo sobre o ECD, entre todos os Professores, e greve às avaliações já no primeiro período.

CATEGORIA HÁ SÓ UMA, PROFESSOR E MAIS NENHUMA!

João António Cavaco Medeiros
(Economista/Professor do Ensino Secundário)

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção