“O SILÊNCIO DOS AMANTES”Por Paulo Calhau
Parabéns para o Centro Cultural de Belém e em particular para António Mega Ferreira que, com arrojo e determinação, ousou concretizar a vinda a Portugal de um dos mais destacados grupos de jazz contemporâneo.
Por Jornal Rostos
Keith Jarrett (piano), Gary Peacock (contrabaixo) e Jack DeJohnette (bateria), presentearam o público que lotou o Grande Auditório do Centro Cultural de Belém no passado domingo, com um espectáculo inesquecível.
“Tonight”, extraído do clássico West Side Story, e peça inaugural do concerto, deu o mote para uma sucessão de nove temas e dois encore de inegável beleza e virtuosismo musical.
“So tender”, na conclusão da primeira parte, terá sido para uma imensa maioria dos amantes do famoso trio norte-americano, o momento de maior exaltação e excelência de uma noite de jazz, onde o silêncio, obrigatório e imprescindível para Keith Jarrett e companheiros foi, desta vez, respeitado de forma irrepreensível por todos os presentes.
Parabéns para o Centro Cultural de Belém e em particular para António Mega Ferreira que, com arrojo e determinação, ousou concretizar a vinda a Portugal de um dos mais destacados grupos de jazz contemporâneo.
Noutra dimensão, obviamente mais limitada mas ainda assim significativa, apetece-me recordar a “Noite de Jazz Barreirense”, organizada há alguns meses pela Secção de Basquetebol do FC Barreirense.
O Auditório Municipal Augusto Cabrita foi, nessa noite de Abril de 2006, o anfiteatro de um espectáculo muito digno e competente dos Alunos da Escola de Jazz do Barreiro, presenciado por cerca de cento e cinquenta pessoas.
Foi o testemunho inequívoco do interesse que muitos Barreirenses nutrem pelo Jazz e a revelação de que o Barreiro tem capacidade e apetência para eventos de maior envergadura.
Para quando um Festival de Jazz Cidade do Barreiro?
Paulo Calhau














