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Quotidianos

“Crime e castigo”Por Paulo Calhau

Depois de Carlos Sousa, ex-presidente da Câmara Municipal de Setúbal, a preocupação “renovadora” e “rejuvenescedora” do PCP veio agora beliscar a confiança política desse partido em três militantes históricos, Odete Santos, Abílio Fernandes e Luísa Mesquita.

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“Crime e castigo” Por Paulo Calhau

Por Jornal Rostos

Luísa Mesquita, parlamentar que integrava as comissões de Educação, Ciência e Cultura e Negócios Estrangeiros, recusou a renúncia ao mandato e, como tal, sofreu de imediato as previsíveis consequências da ortodoxia estalinista.

Jerónimo de Sousa, secretário-geral do PCP, afirmou aos jornalistas que a atitude de Luísa Mesquita é uma “contradição insanável”, e lembrou que os deputados comunistas assinam um compromisso que prevê e exige “disponibilizar o mandato em conformidade com os interesse do partido e do grupo parlamentar”.

Não se compreende a reacção e o desalento de Luisa Mesquita, que revoltada e supostamente injustiçada pela atitude da direcção do partido, cuja ideologia e praxis tão acerrimamente defendeu em sucessivos mandatos parlamentares, vem agora mostrar “abalo e mágoa”.

De forma absurda e leviana, Luísa Mesquita referiu ao diário PÚBLICO que “não é aos 57 anos que se regressa à carreira académica”.

Espero que a baixa médica que entretanto apresentou na Assembleia da República lhe proporcione a reorganização do projecto pessoal e profissional por que anseia.
Mas desejo que da sua desilusão e desnorte não resulte qualquer apressada conversão ao socialismo democrático que tantas vezes invectivou.
Ninguém lhe daria crédito...

Paulo Calhau

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