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Quotidianos

País - Portugal EuropeuPor Ricardo Cardoso

Na nação real, o nada não existe. Se existisse não tinha utilidade. Mas, as estruturas culturais ajudam um povo a compreender a sua libertação.

Quanto ao monstro com mangas em vias de largada na Serra da Arrábida… Vai lá vai até a barraca abana!...

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Por Jornal Rostos

Por enquanto o poder local ainda é um projecto político qualificado pelos votos dos cidadãos livres. Claro, se descontarmos a intoxicação alimentar provocada por comunicação geral manipulada. Faz parte do negócio.
Hoje em dia, ao entender-se bem o carácter social da época e o espírito das memórias mal tratadas, é possível estabelecer-se uma relação entre a criação de uma oferta nova e a necessidade de estruturas de reprodução cultural. Há necessidade de entender o sentido gerativo e integra-lo em novos encadeamentos existenciais. É esta serenidade filosófica que nos permite compreender como é que na percepção de alguns amigos mais quixotescos vai ganhando forma a ideia de relação umbilical entre desenvolvimento e cultura. Assim, um obreiro da modernidade não pode advogar apenas o estético no contexto em que está inserido, mas sim uma mudança integral nas mentalidades e organizações de base.
Cinematógrafos, teatros, tabernas e outros locais de encontro/ desencontro encerram país fora por interesses particulares. Isto, em bom entendimento, tem que ser revisto: Inverter determinadas prioridades não é ser, necessariamente, subversivo. É aqui que entra o papel das vontades e dos milhões de euros geridos pelas autarquias no Portugal resistente. Se para tal houver autonomia! Por enquanto o poder local ainda é um projecto político qualificado pelos votos dos cidadãos livres. Claro, se descontarmos a intoxicação alimentar provocada por comunicação geral manipulada. Faz parte do negócio.
O lucro é um grande adversário da vida. Como é balofa e bolorenta a soltura de um monstro com mangas na Arrábida, em Setúbal. Serra progenitora de poetas, cantores, músicos, artistas e amantes da natureza…
O egocentrismo correligionário é o colossal inimigo da felicidade entre as pessoas e do progresso colectivo.
Classificar o estado de abandono de muitas “casas de cultura” nação fora é escrever sem gosto: Restos de solidão com sal e azar.
Como é fraudulento abandonar a luta dos sacrifícios. Um autêntico testemunho da acção será impedir a sujidade da imponente e sagrada Arrábida e, conjuntamente, encetar a renovação do miolo dessas “casas de cultura”, naturalmente, mantendo o emblemático da forma. Se os barrotes não aguentarem a fúria da mudança... novas sementes vão desabrochar noutros cantinhos.
Não é verdade que a aceitação cega de tudo o que vem de cima faz nascer a abstracção? Os tristes da centralidade e do provento preferem outros filmes. Só lhes podemos valer construindo com o dinheiro de “todos” administrado por “eles” o nosso sonho.

Todos! Pedra a pedra! Contra o preconceito que sujeita e amarga. Mas, quantas vezes os paus-mandados… entendem mal… o manguito que lembra promessas eleitorais?!!!

Que os eleitos para o patamar das freguesias (pelo menos esses!) façam a excepção na fundação e não se preocupem só com os cemitérios. E nessa perspectiva, defendam, com a força da terra, a identidade dos lugares e a qualidade de vida dos cidadãos, sempre que o luar saiba a azedo.

Na nação real, o nada não existe. Se existisse não tinha utilidade. Mas, as estruturas culturais ajudam um povo a compreender a sua libertação.

Quanto ao monstro com mangas em vias de largada na Serra da Arrábida… Vai lá vai até a barraca abana!...

RC

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