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Quotidianos

MENSAGEM DE NATAL“Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher”
Por Ricardo Cardoso

Todos sabemos que o Pai Natal não pode nem deve ser posto, entre adultos, no lugar de Jesus Cristo…contudo…entre crianças ricas e pobres que sonham (?!!!) meu Deus… é parte integrante da magia do Natal. Não considero um gesto Cristão afastar o Pai Natal das festas Natalícias! Estar em sintonia com esta “fundamentalista” exclusão é um exagero praticado por quem (de mim falo) possivelmente já esqueceu que foi criança.

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Por Jornal Rostos

“Natal é em Dezembro
Mas em Maio pode ser
Natal é em Setembro
É quando um homem quiser
Natal é quando nasce uma vida a amanhecer
Natal é sempre o fruto que há no ventre da Mulher”

Serve este pequeno recorte de um monumental poema escrito por José Carlos Ary dos Santos, musicado por Fernando Tordo e cantado para a eternidade por Paulo de Carvalho para ajudar a perceber o alcance das palavras gravadas por Salome Joanaz e enviadas por carta “para este vosso amigo” pelo escriba do mundo Luís Artur de Sousa:

“O Pai Natal não existe!", diz a rir a Lídia, uma menina adorável de 6 anos. A sua expressão de certeza absoluta faz sorrir o mais sério dos homens. "É uma maluca", diz a mãe a desculpá-la. "Não existe. É o meu pai e a minha mãe", adianta com uma expressão clara e decidida. Mas o que a Lídia não sabe e também ninguém lhe soube explicar, nem mesmo o pai católico praticante, é que o Pai Natal como o conhecemos hoje foi inventado na grande América, mas o antigo, aquele que apareceu no início da era cristã, era de carne e osso e chamava-se Nicolau. Tinha uma família como toda a gente, e uma casa, amigos e vizinhos. Esse homem celebrizado pela sua extrema bondade e generosidade para com todos os que tinham necessidades oferecia presentes a muitas pessoas, especialmente às crianças. Um dia a Lídia irá compreender a história e irá até procurá-la pelos seus próprios meios para a poder contar a seus filhos. Mas até lá vai continuando a dizer, embora com uma certeza pouco certa que "ele não existe". Existem pois as suas memórias, a sua presença no século IV, a sua ligação à igreja enquanto bispo, as suas acções enquanto homem. Mas para que se saiba quem foi o pai dos muitos Pais Natal que hoje encontramos por todo lado, aqui fica um pouco de história. Só espero que um dia a Lídia possa ler este texto e aperceber-se que foi escrito para ela, e para que ela o pudesse ler aos seus filhos.”

Moral deste meu apanhado: Todos sabemos que o Pai Natal não pode nem deve ser posto, entre adultos, no lugar de Jesus Cristo…contudo…entre crianças ricas e pobres que sonham (?!!!) meu Deus… é parte integrante da magia do Natal. Não considero um gesto Cristão afastar o Pai Natal das festas Natalícias!

Estar em sintonia com esta “fundamentalista” exclusão é um exagero praticado por quem (de mim falo) possivelmente já esqueceu que foi criança. Por outro lado falar em Dezembro é, efectivamente, falar do Natal. E apesar do lugar comum é impossível não associar esta quadra à família ao nascimento e à vida… contudo… é bom entender o significado da consoada quando não há dinheiro nem para couves nem para bacalhau. E mais aceitar na mesma mesa, como semelhantes, doentes com sida, gente sem abrigo e muitos outros que a sociedade dos perfeitinhos “preconceitos” condenou!...

FELIZ NATAL 2006

Ricardo Cardoso

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