“Salazar, Pinochet e Castro”Por Paulo Calhau

Por Jornal Rostos
A escritora Rita Ferro ao ser questionada “Salazar foi, ou não, um ditador fascista?” respondeu: “Era um homem autoritário, irredutível, teimoso, inapelável e ingrato. Mas, para ser um verdadeiro ditador, precisaria de ter derramado mais sangue e, para ser um verdadeiro fascista, precisava de outra histeria e de outra exuberância…”.
A verdade é que durante a ditadura fascista de Salazar, foi derramado muito sangue!
Por militantes políticos (sobretudo comunistas) que lutaram heroicamente contra o regime.
Por soldados, sargentos e oficiais das forças armadas portuguesas, empurradas para uma desastrosa guerra colonial, numa das manifestações mais patéticas e dolorosas de um regime despótico e esclerosado, cego e surdo aos ventos da História.
Algumas páginas mais adiante, outro testemunho interessante.
À questão da jornalista Helena Pereira “Tem sido desafiada a abrir uma garrafa de champanhe quando Fidel Castro morrer. Vai fazê-lo?” Ana Gomes, militante do Partido Socialista e deputada ao Parlamento Europeu, respondeu: “O balanço que faço da acção dele é misto. Há aspectos claramente ditatoriais e abusivos dos direitos humanos e outros aspectos extremamente positivos de independência nacional, de afirmação ao nível dos serviços de saúde, educação, que eu não passo em claro. Não o ponho no mesmo plano que um Pinochet.”.
Também aqui a minha discordância é clara e frontal.
O meu conhecimento “in loco” da realidade cubana e o relato e análise - sério e credível - de diversos protagonistas e estudiosos de Cuba, não me deixam margem para dúvidas: sob a capa de um discurso pretensamente independente, internacionalista e igualitário, ergue(u)-se um regime totalitário e opressor.
O povo cubano anseia por uma Democracia, que lhe restitua direitos cívicos e políticos e proporcione bem-estar material e cultural, sucessivamente negados em nome de uma farsa de Socialismo, feito de pobreza e opressão, mentira e ilusão.
Como disse Mário Soares: “O Comunismo foi o maior embuste da História”.
Como escreveu Winston Churchill: “A Democracia é o menos mau dos regimes políticos”.
Por Ela, vale a pena lutar!
29 de Dezembro de 2006
BicodePena
(paulocalhau@netcabo.pt)














