Saltar para o conteúdo
Quotidianos

Até já, Engº CravinhoPor Paulo Calhau

“Quem é político e domesticável deve ser remetido para o escalão dos animais domésticos”.
Foi João Cravinho quem o afirmou, sendo lícito supor que sabe e acredita do que fala.

Com um Estado com peso desmedido, tantas empresas públicas e municipais, direcções gerais, regionais e outras que tais, institutos para tudo e para quase nada, há com certeza por aí muito “animal”, já domesticado ou candidato a tal condição.

3 min de leitura
Até já, Engº Cravinho Por Paulo Calhau

Por Jornal Rostos

É verdade!
E lamento!
Segundo informações de credibilidade insuspeita, os níveis de corrupção atingem hoje proporções alarmantes, de consequências previsíveis e consideráveis, para a economia e a sociedade portuguesas.

Por isso, venho acompanhando com particular atenção a “cruzada” de João Cravinho que se empenhou nos últimos meses na produção de medidas legislativas anti-corrupção.

Engenheiro civil, membro do Secretariado do PS, Deputado da Assembleia da República e Conselheiro de Estado, João Cravinho acumula, aos 70 anos de idade, um percurso académico, profissional e político da mais elevada distinção.

E, com a sua recente nomeação para a administração do BERD (Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento), entidade internacional que se dedica a favorecer a transição para a economia de mercado dos países do antigo Bloco “Socialista” de Leste, prepara-se para abandonar o Parlamento.

A aceitação de tão relevante cargo internacional, foi entendida por alguns como uma rendição ou uma deserção, num momento em que no Partido Socialista, não parece haver o empenhamento expectável e suficientemente profundo nesta batalha, legislativa mas não só, fundamental para Portugal.

Mas o seu vasto e prestigiante curriculum vitae, a imagem – serena e consistente, civilizada e inteligente – que nos habituou a transmitir nas suas intervenções e responsabilidades públicas, retiram credibilidade a tão apressada e porventura injusta insinuação.

“Quem é político e domesticável deve ser remetido para o escalão dos animais domésticos”.
Foi João Cravinho quem o afirmou, sendo lícito supor que sabe e acredita do que fala.

Com um Estado com peso desmedido, tantas empresas públicas e municipais, direcções gerais, regionais e outras que tais, institutos para tudo e para quase nada, há com certeza por aí muito “animal”, já domesticado ou candidato a tal condição.

Não ponho as mãos no lume por muitos dos protagonistas da vida política portuguesa.
Mas, por João Cravinho apetece-me escrever:
Acredito em si!
Estou consigo!

E agora, que está prestes a partir para Londres, envio-lhe um voto de boa estadia e de felicidades, porque trabalho sério e competente e representação exemplar do nosso país, não me fica qualquer dúvida.

Paulo Calhau

BICOdePENA, 21 de Janeiro de 2007
paulocalhau@netcabo.pt

Publicidade

Notícias relacionadas

Publicidade

Notícias por secção