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Quotidianos

“Querem no popular? É como mudar a hora para a frente e para trás!”Por Ricardo Cardoso

Ora cá está Portugal novamente ao rubro! Era o que mais faltava depois da porcaria do bate-boca do desmancho e da trindade das senhoras puristas com abortos em faustosas operadoras terem mostrado a cara mal lavada… eis… na ribalta, pelas piores razões, os velhos e bafientos traços do Adamastor: Tolice, incultura, arrogância e preconceitos de situação.

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Por Jornal Rostos

Não há vocábulo para tamanha diversão que vem do circo Madeira: Alberto João Jardim anunciou que se demite de Presidente do Governo Regional da Madeira. O PSD, facilmente, não indicará substituto forçando o Presidente da República a convocar eleições antecipadas. E o sucessor de Jardim será, espontaneamente, o próprio Jardim. Divirto-me muito com esta engenharia politica que coloca uma peneira fora de moda à frente dos olhos da população Portucalense.
A decisão de Jardim prendeu-se, dito pelo próprio, com a entrada em vigor da Lei das Finanças Regionais. A nova legislação terá retirado milhões de fundos atribuídos normalmente à Madeira pelo Governo da República. E todos sabemos como as inaugurações dia sim, dia não, fazem parte do activo adicional dos últimos anos de aplicação do programa de Governo na pérola do Atlântico.
É como adivinho: O PSD, inevitavelmente, não indicará sucedâneo impelindo Cavaco a antecipar eleições. O filme vai, possivelmente, passar ao lado de algumas dificuldades previstas para a reeleição, no caso do mandato presente chegar ao fim e, obviamente, durar sem flebectasia e com muito Carnaval e até 2011. O próximo Governo Regional terá, fatalmente, mandato para quatro anos.
Tá bem abelha. Nesta mudança marcada pelas janelas da imaginação que se abriram de novo ao espanta-pardais da nação só falta o separatismo gerar flor. Querem no popular? Isto é como mudar uma hora para a frente no Verão e voltar a mudá-la para trás no Inverno. É um desencontro com o tempo. Tipo prisão de ventre na hora da libertação. Só a politica movida pelo desejo da qualidade de vida sustentada pelo trabalho digno pode desenvolver soluções existenciais. Estas não se plantam de fora para dentro. É preciso inventar no chão um universo novo. Pois! Mesmo que o chão esteja rodeado de água. A crónica diz com alguma crueldade que não há teatro de emoções que dure a vida inteira nem amigos do caroço que não façam favores ao alheio. Cá no continente estamos rodeados de Castelhanos. É a forma como bombardeiam a nossa vida que traduz este entendimento para a história.
Ora cá está Portugal novamente ao rubro! Era o que mais faltava depois da porcaria do bate-boca do desmancho e da trindade das senhoras puristas com abortos em faustosas operadoras terem mostrado a cara mal lavada… eis… na ribalta, pelas piores razões, os velhos e bafientos traços do Adamastor: Tolice, incultura, arrogância e preconceitos de situação. Um pacote contraditório a fazer parte do refolho com que alguma classe dominante por conta das arcaicas e modernas rotas fomentam falsas máximas de circunstancia. Deus, se existir e, não for, claramente, um velho chato e inexorável, deve estar muito divertido com esta chuva politiqueira no molhado. Um ciclo Governativo é um processo público complexo, patriota, arriscado, ecuménico e solidário, não é um período de tosse invalidado com vitaminas e xarope. E, depois… há sempre o perigo de contágio e da porfia ser pronuncio de gripe das aves.

R C

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