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Quotidianos

“Um (último?) apelo”Por Paulo Calhau

A difícil situação económico-financeira do FC Barreirense, a péssima época desportiva da equipa sénior de futebol − em risco de descida ao 4º escalão nacional −, a sofrível participação da equipa sénior de basquetebol na Liga UZO − praticamente arredada da participação nos play-off –, e a situação decorrente da venda de património desportivo − estádio D. Manuel de Mello e fracção da Verderena −, justificam, em minha opinião, a prestação de esclarecimentos e uma reflexão conjunta com os meus consócios.

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“Um (último?) apelo” Por Paulo Calhau

Por Jornal Rostos

Durante os dois anos em que pertenci à direcção do FC Barreirense (mandato de 2004-2006), defendi − dentro e fora dos órgãos sociais − a necessidade de os responsáveis do meu clube ouvirem com regularidade os associados, nomeadamente em assembleias gerais, de carácter ordinário ou extraordinário.

Infelizmente − não por mim, mas pelo todo que é o FC Barreirense − a minha preocupação de informação, diálogo e transparência não vingou.
E, mais grave, não se perspectiva qualquer mudança de atitude e praxis por parte da direcção presidida por Manuel Lopes.

A difícil situação económico-financeira do FC Barreirense, a péssima época desportiva da equipa sénior de futebol − em risco de descida ao 4º escalão nacional −, a sofrível participação da equipa sénior de basquetebol na Liga UZO − praticamente arredada da participação nos play-off –, e a situação decorrente da venda de património desportivo − estádio D. Manuel de Mello e fracção da Verderena −, justificam, em minha opinião, a prestação de esclarecimentos e uma reflexão conjunta com os meus consócios.

Em vez de circulação de informação, de debate da situação, de esclarecimento das dificuldades, de apelo à mobilização, a que se assiste?
Ao triunfo do silêncio, da acomodação, do desânimo e da resignação.
Com gravosas consequências.
E com terreno fértil para a intriga, o boato, a insinuação.
Onde chegámos…

No final da brochura que editei, com o conteúdo dos 10 artigos publicados no Jornal do Barreiro, subordinados ao tema “Barreirense: que futuro?” dirigi um apelo: “A poucos meses da ratificação em Assembleia Geral do 2º ano o mandato 2006-2008, desejo que os actuais corpos sociais estimulem − com a premência que o contexto actual me sugere − uma reflexão séria, profunda e participada, acerca do presente e do devir do Barreirense.”

As minhas palavras, que chegaram obviamente aos mais altos responsáveis do meu clube, parece terem − por mais uma vez − caído em saco roto.
Estou desiludido, mas não isolado.
Estou pessimista, mas não derrotado.

A palavra aos sócios!
Não concorda comigo, Dr. António Sardinha?

Paulo Calhau
(paulocalhau@netcabo.pt)

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