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Quotidianos

O NOVO AEROPORTO DE LISBOAPor José Bastos

A oposição sabe, que esta infra-estrutura é essencial ao país e que durante a sua construção contribui para o aumento do PIB e para a criação de emprego, razão por que tenta tudo para que a obra não comece, uma vez que todos sabemos que o investimento público é necessário para que a economia cresça.

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Por Jornal Rostos

Sempre que há possibilidade de se fazer uma grande obra a nível local, regional ou nacional, origina uma grande polémica, quanto à localização e ao custo e a oposição à obra que tanto pode ser técnica como política e a maior parte das vezes é as duas coisas, está sempre a espreitar uma oportunidade para que a obra não avance, pouco se incomodando se essa atitude causa problemas ao concelho, à região ou ao país.

Temos a maior urgência em construir um novo aeroporto para Lisboa, já andamos a escolher o local há muitos anos, de quinze lugares possíveis, foram sendo eliminados aqueles que ofereciam menos condições e ficaram só dois: OTA e RIO FRIO.

Em 1998 o então Ministro das Obras Públicas, engenheiro João Cravinho, na posse de estudos feitos por entidades de reconhecida competência, optou pela OTA, uma vez que em RIO FRIO os custos ambientais eram elevadíssimos porque tinham que ser destruídos sessenta mil sobreiros e o aquífero que abastece de água toda a região tanto para consumo humano como agrícola podia correr perigo.

Escolhido o local avançaram os projectos e o actual governo tem estado a preparar todo o processo para a obra ser posta a concurso ainda este ano.

Sabendo que a obra vai para a frente e que está sustentada em termos financeiros por capital privado, subsídios da União Europeia e uma pequena parcela do Estado Português, a oposição em desespero tenta tudo para que a obra não comece.

A oposição sabe, que esta infra-estrutura é essencial ao país e que durante a sua construção contribui para o aumento do PIB e para a criação de emprego, razão por que tenta tudo para que a obra não comece, uma vez que todos sabemos que o investimento público é necessário para que a economia cresça.

A argumentação da oposição não está sustentada em estudos credíveis e se o governo voltasse atrás, então não tínhamos aeroporto tão cedo. Já pensaram os protestos que existiriam a uma outra localização?

Em todo o mundo ocidental, as populações residentes perto dos locais escolhidos para aeroportos, protestam pelos riscos que correm com o funcionamento destas infra-estruturas, ninguém gosta de morar perto de um aeroporto. Nós aqui na margem Sul não tínhamos nenhum interesse que o aeroporto de Lisboa fosse aqui construído, por prejudicar a nossa qualidade de vida pondo em risco o nosso aquífero e o nosso património natural. É preciso não confundir os interesses dos grandes promotores imobiliários com a população que reside na região, a maior parte dela tem como único rendimento o trabalho.

Já falaram no Montijo, no Campo de Tiro de Alcochete (concelhos de Benavente e Montijo), voltaram a Rio Frio e ultimamente lembraram-se do Poceirão. Então o Poceirão não fica mesmo junto a Rio Frio, com os meus problemas ambientais?

È mais que evidente que existe um lóbi sem rosto, proprietário de muitos milhares de hectares de terrenos comprados há muito tempo, que pressiona a comunicação e social,
os peões e os inocentes úteis para que o Aeroporto venha para a margem sul. Se a água é um bem essencial para a vida e cada vez mais rara. Se o nosso aquífero é o bem mais precioso que temos e que serve toda a região tanto para consumo humano (dá de beber a mais de um milhão de pessoas) como para rega dos terrenos agrícolas. Se os estudos que foram efectuados dizem que o aeroporto e o betão que lhe vem associado são prejudiciais ao nosso aquífero do qual depende a nossa sobrevivência, porque vemos tanta gente da região interessada que o aeroporto não vá para a OTA?

Se as terraplanagens na OTA encarecem a obra, isso não tem nenhuma importância comparado com os prejuízos que a construção de um aeroporto na margem Sul pode causar ao nosso aquífero e ao património natural da região.

José Bastos

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