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Quotidianos

A “Teoria do Caos”, o “Discurso da Tanga” e os “Assessores do Presidente” … ou as diferentes faces da mesma “baixa política” !Por Rui Ferrugem

Infelizmente, fica-se com a noção bem clara de como o mais responsável (ou irresponsável) quadro político do PS-Barreiro, considera o emprego de jovens licenciados, em Portugal – não podem, em caso algum, ser escolhidos para assessorar e trabalhar num gabinete de Presidente de uma autarquia !

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Por Jornal Rostos

Nos últimos tempos e por diferentes protagonistas (mas todos do PS-Barreiro), assistimos na comunicação social local e nacional e na própria Assembleia Municipal (AM), a peças de prosa e de oratória cujo conteúdo desagua na mesma ideia – a gestão CDU, da Câmara Municipal do Barreiro (CMB), fala em dificuldades financeiras, mas gasta muito dinheiro (neste caso com assessores do Presidente) e mal gasto !

Não tenho procuração para o fazer, mas os anos de mandatos na AM e na vereação (no mandato PS, sem pelouro), permitem-me ter o conhecimento necessário e mais do que suficiente para apelidar tais intervenções de “baixa política”, para além de não corresponderem à verdade.

A memória, para este tipo de políticos (nados e criados no marketing) é, na verdade, muito curta !

Quem aponta o discurso do Presidente da CMB, como “discurso da tanga”, quer fazer esquecer que quem nos deixou financeiramente de “tanga”, no Barreiro, foi o PS.

E não porque apenas a CDU o diga; tal é e foi reforçado pelas (2) auditorias realizadas (uma externa, após a tomada de posse da gestão CDU, no início de 2006 e outra, por entidade oficial, cujos resultados foram, apenas, divulgados após as eleições de 2005), que verberaram a gestão financeira realizada e tiveram a correspondente expressão com o isolamento do PS, na AM, quando das respectivas análises e votações.

Daí à “teoria do caos” inventada pelo PS e expressa na última sessão da AM, quando da discussão e votação sobre a Prestação de Contas e Relatório de Gestão da CMB, relativos a 2006, vai um pequeno passo.

Incapaz de formular uma apreciação minimamente coerente acerca de um conjunto de documentos que atestam a inversão da tendência recessiva dos resultados da autarquia (a primeira situação de resultado líquido positivo, após 2002), com retoma dos pagamentos à ADSE (dos actos médicos) suspensos pela gestão do PS-Barreiro, pagamentos aos principais fornecedores (nomeadamente de imobilizado), afectação das maiores verbas de sempre para redução da dívida de médio e longo prazo à banca, etc, etc, os mais destacados arautos do PS-Barreiro, decidiram construir cenários procurando objectivamente não enfrentar a realidade, antes confundi-la, para deixar os incautos na dúvida.

Também aqui ficaram isolados – foram os únicos a votar contra, enquanto os restantes partidos da oposição local (PSD e BE), a despeito das suas legítimas perspectivas sobre a matéria, se abstiveram, não deixando, contudo, de referir a transparência dos documentos e a forma correcta e honesta da sua elaboração.

Por fim, a “cereja no topo do bolo” foi deixada para o responsável concelhio do PS-Barreiro ; o “número” dos “assessores do Presidente”.

O que se leu na comunicação social só pode ter um comentário – “baixa política” !

As referências a jovens sem experiência, recém-licenciados, a ganharem “balúrdios”, sendo um deles “companheiro de uma vereadora”, mereceria, para muitos, um comentário do mesmo tipo.

Mas se não nos revemos nesse tipo de fazer política, também não temos receio de clarificar o assunto; pelo menos (2), dos (3) elementos referidos, são oriundos das suas profissões (advocacia e economista), com experiência profissional relevante.

É que não é por acaso que uma boa quota parte das opções tomadas e dos resultados obtidos, bem como da reestruturação de serviços aprovada, contou com a intervenção, o estudo e o aconselhamento atentos destes colaboradores.

Infelizmente, fica-se com a noção bem clara de como o mais responsável (ou irresponsável) quadro político do PS-Barreiro, considera o emprego de jovens licenciados, em Portugal – não podem, em caso algum, ser escolhidos para assessorar e trabalhar num gabinete de Presidente de uma autarquia !

Talvez, apenas, a desempenhar tarefas em subaproveitamento daquilo para que se prepararam, quantas vezes até em trabalhos indiferenciados, para poderem subsistir.

É este o “país da tanga” que aparece patenteado pelo responsável do PS-Barreiro; o país que não consegue mobilizar energias para a criação de empregos tão prometidos e que vê o reverso da medalha (o desemprego) cada vez a subir mais ! Que tristeza !

Renovo deste escrito e, mais uma vez, o que sempre defendi – toda a batalha política é legítima, com elevação, conhecimentos e respeito pelos adversários políticos.

Ao contrário, a “baixa política” fica para quem, à míngua de argumentos, apregoa modernidade, falha de princípios e regras; de um contraditório necessário, sem dúvida, mas ao nível das soluções estudadas e bem argumentadas e não de “007’s” de pacotilha !

Nota Final : já agora, em 2007, os valores do 1º trimestre atestam menos gastos com os recursos humanos que em período homólogo de 2006 … “quem manda a ti sapateiro …”

Rui Ferrugem
Economista e Deputado Municipal (CDU)

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