No SeixalO céu não caiu... mas o chão afundou...
Por Luis Pedro Gonçalves

Por Jornal Rostos
No Seixal aconteceu algo invulgar, não nos caiu o céu em cima da cabeça... mas abateu o chão na marginal da Baía, na freguesia da Arrentela.
De facto, quem vem da freguesia da Amora pela ponte da fraternidade, depara se com a impossibilidade de tomar a direcção do Seixal. Isto devido a um buraco (de dimensões já assinaláveis) que se abriu na estrada. Além do buraco propriamente dito, são visíveis os estragos no piso, e sobretudo, para quem lá passa os transtornos que esta interrupção da estrada causa no transito.
Antes demais levanta-se uma questão: o porquê do incidente.
Porque abateu o chão?
Porque não foi previsto? E já agora, qual o risco a que foram sujeitas as pessoas que todos os dias, de carro, de bicicleta ou a pé, ali passam?
Depois... as implicações.
Este incidente veio revelar ainda mais a falta de fluidez e a falta de percursos alternativos, para o transito no Seixal...basicamente o caos urbanístico, com acessos claramente insuficientes.
Agora... vejamos: com esta interrupção, o desvio óbvio (e assinalado) é pela rotunda da Torre da Marinha, com direcção ao Cavadas, virando num cruzamento que já de si é algo complicado, para uma passagem algo estreita (ver aqui e aqui)...
Como (para azar dos meus pecados) pude experimentar, com um pouco de transito, o acesso “entope” e a fila fica enorme. Agora, não será difícil adivinhar que no caso de acidente, a espera deve aumentar (muito), e a alternativa, para escapar a este cruzamento... tem de passar pela Avenida dos Metalúrgicos (sim, aquela que liga as freguesias do Seixal a Paio Pires), o que implica ter de correr quase meio concelho para chegar ao destino.
Onde estão as alternativas?
A verdade e que azares acontecem, mas há ainda mais uma questão. No momento em que escrevo isto não sei com toda a certeza a altura em que se deu o abatimento, contudo, na 6ªfeira (dia 8) à noite a estrada estava já interrompida. Ora, sendo que durante todo o fim de semana, não se resolveu (ou deu inicio aos trabalhos para resolver) este problema; não posso deixar de questionar porque é que a Câmara do Seixal, sempre tão disponível a conceder horas extraordinárias ao seu pessoal por tudo e por nada, não deu já inicio aos trabalhos.
É que parece me a mim, que as pessoas que na 2ª feira (ou 3ª ou 4ª ou 5ª...), ali vão perder o seu tempo, agradeciam...
Luis Pedro Gonçalves














