A FestaPor Nuno Cavaco

Por Jornal Rostos
Foi assim com 30ª Festa e com as que a antecederam. Milhares de camaradas e amigos deram o melhor de si para que as coisas corressem de feição.
Mas a Festa não são só três dias. Inicia-se com a sua concepção, desenvolve-se com a implantação, consolida-se com a sua abertura e funcionamento e termina com a desimplantação, envolvendo milhares de camaradas e amigos.
Nascida do Portugal de Abril, do sonho de uma sociedade melhor, nestes 3 dias o sonho é realidade e cada construtor da festa fica comovido com cada nova edição.
O trabalho voluntário destes milhares de homens e mulheres tem a sua paga na participação e alegria dos milhares de visitantes que usufruem da sua/nossa produção.
Como alguém disse um dia, a riqueza de um partido são os seus militantes, e nós no PCP sabemos isso melhor do que ninguém e é por isso que a cada acorde da Carvalhesa nos sentimos tocados e revigorados.
Mas tudo isto incomoda muita gente. Pessoas mesquinhas e arrogantes que do alto da sua frustração querem acabarem com a festa. Desde atentados terroristas nos primórdios desta festa a leis específicas ou quase específicas para dificultar o trabalho deste partido. A Festa tem resistido e a cada novo ataque têm sabido os comunistas responder com uma nova Festa, mais bela, mais fraterna e mais solidária.
Os ataques à Festa do Avante, que não é uma Festa só dos comunistas, que é de todos os democratas, obedecessem a uma linha com um objectivo específico e cirúrgico, dificultar a acção do PCP na luta por uma sociedade melhor. Mas o que não nos mata, torna-nos mais fortes, e a nossa resposta é a mesma do costume. Uma nova festa ainda mais bela do que a anterior!
Os arautos da desgraça já previram que esta festa terminaria um dia. Nas suas cabeças o trabalho voluntário (só possível porque a consciência dos camaradas e amigos que o fazem é elevada e norteada pelo objectivo comum atrás referido), não faz sentido nos dias de hoje. A forma de como no seu dia a dia tratam os outros leva-os a acreditar nisto mas desenganem-se aqueles que por os mais variados interesses não querem que a festa se faça. Ontem, tal como hoje e amanhã, nós queremos fazer a festa e este nós não é abusivo porque com as baterias carregadas de esperança e confiança só pode ser assim.
Para o ano lá estarei/estaremos para a nossa Festa.
Nuno Miguel Fialho Cavaco
Membro da Direcção de Organização
Regional de Setúbal do PCP














