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A juventude não existe no Barreiro apenas quinze dias por anopor Tiago Cabanas

Aqui renovo o repto de ter a coragem de criar um Conselho Municipal da Juventude, onde ambas as partes (juventude barreirense e executivo camarário) se vinculem a reunir periodicamente e onde se estabeleçam regras de convivência dentro deste Conselho Municipal.

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A juventude não existe no Barreiro apenas quinze dias por ano por Tiago Cabanas

Por Jornal Rostos

Quando me desloquei ao último Fórum da Juventude, em conjunto com André Pinotes Batista, defendi a criação de uma estrutura institucional e formal para a discussão da política de juventude. Isto porque não queria mais alinhar em peças teatrais, por parte do executivo camarário e do sector da juventude, em que se pretende ouvir a juventude barreirense mas de onde não sai qualquer dever de agir para a Câmara Municipal do Barreiro. A acrescentar a esta desconsideração para a juventude barreirense, acrescia o facto de ter assento no chamado Fórum da Juventude a jovens provenientes da Moita e de outros concelhos limítrofes.
No entanto a verdade é que então a senhora Vereadora Regina Janeiro defendeu que aquela era estrutura ideal porque permitia a todos os jovens participar na vida da sua cidade, sem excluir a presença de ninguém. E assim, ficou relegada a segundo plano a criação de um Conselho Municipal da Juventude.

Em primeiro lugar, diga-se em abono da verdade que não pretendo excluir o direito de participar na política de juventude a qualquer jovem barreirense que esteja interessado em faze-lo, contudo entendo que o peso político de uma reunião entre autarcas e representantes de jovens é diferente de uma reunião com todos os jovens, onde inclusive em tanta gente os participantes acabam por não ter direito de antena para expressar de forma cabal as suas ideias.

Em segundo lugar, julgo que estas reuniões só podem ter algum conteúdo positivo para a juventude se os representantes da juventude barreirense estiverem cem vezes melhor preparados que o seu interlocutor institucional. Ou seja, é preciso que os jovens preparem as reuniões de uma forma cuidada e interessada, sob pena de não aproveitarem, ao máximo, esta oportunidade por falta de experiência em face dos governantes.

Além de tudo isto, tenho a certeza que os jovens não querem apenas jogar conversa fora e serem ouvidos, pretendem que dessa conversa existam resultados práticos ao nível da actuação política de quem está mandatado para lhes oferecer mais e melhores condições de vida.
Também a periodicidade destas reuniões tem de ser pensada e repensada. Certamente os jovens barreirenses merecem mais atenção do que uma noite por ano, na quinzena da juventude, para exporem as suas ideias sobre a sua cidade. Porque a juventude não existe no Barreiro apenas quinze dias por ano, mas durante todo o ano, querem certamente ser ouvidos periodicamente durante o ano.

Por último, é elementar que a politica de juventude da cidade do Barreiro seja discutida pelos jovens barreirenses, no essencial das suas matérias, e que só pontualmente a presença de jovens dos concelhos limítrofes possa constituir uma mais-valia.
Aqui renovo o repto de ter a coragem de criar um Conselho Municipal da Juventude, onde ambas as partes (juventude barreirense e executivo camarário) se vinculem a reunir periodicamente e onde se estabeleçam regras de convivência dentro deste Conselho Municipal. Em suma, uma espécie de Assembleia Municipal Juvenil, mas onde não têm só representação as forças partidárias juvenis, mas todos os organismos interessados na juventude barreirense.

Tiago Cabanas
(Militante da Juventude Popular)

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