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O PS e as eleições autárquicas de 2009 no distrito de SetúbalPor José Bastos

Se o PS ganha nas legislativas e perde nas autárquicas, o mal está na organização, nos candidatos e na estratégia do Partido a nível concelhio, pois segundo os estatutos do PS as Comissões Políticas são os órgãos competentes para definirem as estratégias e escolherem os candidatos.

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O PS e as eleições autárquicas de 2009 no distrito de Setúbal Por José Bastos

Por Jornal Rostos

O Partido Socialista, nas eleições legislativas, ganha em todos os concelhos do distrito de Setúbal. Porém, nas eleições autárquicas, das 13 Câmaras só ganhou 3 em 2005. Duas no Alentejo; Alcácer do Sal e Grândola e uma na Zona Norte do distrito; Montijo.
Se o PS ganha nas legislativas e perde nas autárquicas, o mal está na organização, nos candidatos e na estratégia do Partido a nível concelhio, pois segundo os estatutos do PS as Comissões Políticas são os órgãos competentes para definirem as estratégias e escolherem os candidatos.

Faltam dois anos para o Partido apresentar estratégias politicas de futuro para cada concelho e as politicas que devem ser comuns a todos os concelhos do distrito.
É necessário que os socialistas de cada concelho encontrem políticas de consenso para a estratégia, programa e escolha dos candidatos, mas tendo sempre em conta que a minoria tem que submeter à maioria.

Estamos no tempo certo para começarmos a trabalhar e não andarmos por aí a dizer mal uns dos outros e a provocar conflitos, pois se não formos credíveis aos olhos da população dificilmente seremos alternativa para governar na maioria dos concelhos do distrito.
Se todos os socialistas em cada concelho se preocuparem em debater as politicas e aquilo que é melhor para as populações, deixa de haver tempo para a intriga e os eleitores acreditam na alternativa.
As políticas temáticas devem ser apresentadas por militantes, simpatizantes do partido ou independentes e discutidas por todas as pessoas que em cada concelho estejam interessadas em criar uma alternativa ao poder instalado.

As pessoas convidadas para apresentar os temas, como principio devem residir no concelho e devem ser qualificadas e, com condições políticas para amanhã fazerem parte das listas do PS, à Câmara, Assembleia Municipal e Assembleias de freguesia.
Todo este trabalho é difícil no momento actual, mas não vejo outra forma de ultrapassar o impasse em que nos encontramos do que fazer trabalho político e nos envolvermos todos em volta de um projecto.

O histórico de 30 anos de experiência vivida no PS do distrito diz-me que a Federação Distrital tem uma estreita margem para actuar nos concelhos, mas quando o fizer terá que ser para obter os consensos e não para agravar a situação, isto é tem que contribuir para encontrar uma solução e não para agravar o problema.

José Bastos

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