Os investimentos e o futuro da AutoeuropaPor Manuel Martins

Por Jornal Rostos
Desde 2003 que tomámos consciência que a luta pelo futuro desta fábrica iria ser muito difícil, tínhamos uma conjuntura caracterizada pelas deslocalizações e pelo aumento do desemprego, mas isso não nos impediu de fazer escolhas e orientarmos toda a nossa luta para uma estratégia muito ambiciosa, que passava pela defesa do emprego e pela viabilização da Autoeuropa.
A realização acordo 2003/5 é o início da luta por estes objectivos, foram preciso ideias para enfrentar a principal questão que nos afectava na altura, o desemprego, pois era necessário manter 800 postos de trabalho e enfrentar o futuro.
A polémica em torno da nossa proposta foi imensa, mas as alternativas um vazio, implementou-se então os 22 dias não trabalháveis (DownDays) e criaram-se condições para a vinda de um novo carro para produzir.
Os anos seguintes continuaram a ser preocupantes, a nossa produção continuou a baixar, a ocupação produtiva da fábrica era de 40%, as paragens continuavam a aumentar, nesta fase tínhamos mais de 70 dias (D.Days ) de não produção realizados, o desemprego apesar protegido pelos acordos laborais, não nos davam garantias de futuro, a continuidade da fábrica começava a ter eco na Imprensa, a especulação junto da opinião pública estava em marcha, a incerteza no dia a de amanhã fazia parte do pensamento dos trabalhadores.
No entanto os nossos objectivos estratégicos neste período, estavam ainda longe de serem atingidos, mas conseguimos de novo com ideias, que passaram a propostas a enfrentar estas nossas preocupações. Todos nós demos mais um passo quando assinámos o acordo de 2005/6, desafiando pessoalmente o presidente da VW, que após o acordo nos deu garantias da vinda do novo carro, que preparamos para lançar no primeiro semestre de 2008, o Scirocco.
Mas o ano de 2006 foi determinante na consolidação dos nossos propósitos, que passavam nesta fase por conseguir um produto, que concluísse o ciclo de lançamentos e que nos garantisse uns largos anos de trabalho como também a criação de novos empregos na Autoeuropa e Parque Industrial.
Para isso, precisávamos que o lançamento do Eos fosse um êxito, como veio a acontecer através do empenhamento de todos nós.
Necessitávamos também de um acordo laboral que disputasse a vinda de mais produtos para a Autoeuropa, sendo para nós prioritários o sucessor da Sharan.
Sabíamos á partida que a conquista de mais produtos para a Autoeuropa era muito difícil.
Choviam argumentos das Fábricas concorrentes da Europa, dizendo que já tínhamos dois produtos novos num muito curto espaço de tempo e que havia mais fábricas com problemas iguais á Autoeuropa, e que os custos de produção eram semelhantes. Este cenário era preocupante mas deu-nos mais forças para continuarmos a nossa luta.
Com muito esforço conseguimos o acordo laboral de 2006/8, pelo impacto do seu conteúdo, pela participação de mais de 80% dos trabalhadores na votação, deu-nos a todos nós uma credibilidade determinante para que influenciasse a administração da VW a decidir investir novamente na Autoeuropa.
É por tudo isto que estamos hoje optimistas, e convictos que a construção do sucessor da Sharan tendo em conta o montante do investimento e o acordo em vigor vai ser construído na Autoeuropa.
Este foi o caminho que a CT propôs a todos os trabalhadores e que juntos percorreremos durante muito tempo e que nos vai levar certamente á conquista de mais emprego e mais fábrica por mais anos.
Manuel Martins
Ccoordenador da CT Auroeuropa
OS NOVOS INVESTIMENTOS E DESENVOLVIMENTO
Ano 2007
Produção
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Optimizações de Linhas
Rotação de equipas
Qualidade














