Visitas policiais às escolas, sindicatos e outras organizaçõesPor António José Ferreira
Por Jornal Rostos
Esta situação faz-me lembrar uma anedota que eu ouvi nos anos 60 e da qual as pessoas que os viveram se devem lembrar. Era uma daquelas da GNR, e narrava como na guarda se escolhia um Sargento:
O Capitão mandava formar a companhia, empunhando um saco, e dizia: -" oh ´31´, dá um passo em frente!" e o "31" dava um passo em frente; aí o Capitão perguntava: - "o que é isto?", o homem respondia - "é um saco, meu Capitão!"; o Capitão dizia: - "não serve!" ; - "oh ´29´, dá um passo em frente!" e fazia a mesma pergunta, obtendo a mesma resposta; até que algum dos praças respondia - " É um xaco, meu Capitão!"; - "está bem, amanhã podes trazer as divisas!".
No caso concreto das visitas policiais às escolas, sindicatos e outras organizações potencialmente contestatárias da acção do Governo, das duas, uma: ou alguém ligado ao Governo ou mais concretamente, ao partido que o apoia e ocupa algum cargo local ou regional, os lá manda, sem o assumir, ou então, esses agentes são do tipo do Sargento da GNR da anedota!
António José Ferreira














